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Moletinhos São Vicente

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Posted by Blogues Vale Do Cávado on Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2015

S. Vicente: Chuva enregelou os romeiros


A chuva o frio e alguns períodos de granizo, esvaziaram o adro de S. Vicente durante largos períodos de ontem, dia da festa do Santo a quem as mães recorrem para proteger os seus filhos da varíola.
Além da chuva, os pequenos comerciantes queixavam-se da escassez de vendas, como era o caso de Anabela Bastos, com a tenda carregada de “moletinhos”.
“Ninguém lhes pega” - disse a vendedora de Priscos à nossa reportagem, apontando para os vários tabuleiros de moletinhos que vendia a quatro euros cada dúzia.



Também à dúzia eram vendidas as castanhas por José Vilaça, acabado de assar mais uma “fornada”, a primeira ao princípio da tarde. A dois euros a dúzia, este vendedor de Celeirós esperava aquecer os romeiros de S. Vicente ao longo da tarde, até cerca das 19 horas, momento da Missa Solene com sermão alusivo à vida e qualidades heróicas do mártir padroeiro da freguesia.

A Eucaristia solene de acção de graças culminou cinco dia de festa dinamizados pela Irmandade do Mártir S. Vicente, enriquecidas este ano com a realização de uma edição dos ‘Serões do Burgo/Tertúlias Rusgueiras’ sobre esta romaria.

Depois de um dia dedicado a confissões, no domingo, a Irmandade liderada por José Pinto, inaugurou a mostra do futuro núcleo museológico da Irmandade, alvo de uma candidatura a fundos do QREN que aguarda aprovação. O domingo incluiu uma celebração presidida por D. Jorge Ortiga, bem como a actuação da Rusga de S. Vicente, a meio da tarde. O mau tempo, com chuva, trovoada e queda de granizo empalideceu a noite da fogueira e o arraial na noite de anteontem.

Nova creche aguarda

Em S. Vicente, a Associação Vicentina espera financiamento para colocar a funcionar a nova creche, primeira fase do complexo social que inclui centro de dia, lar de idosos e apoio domiciliário. Transformada em IPSS, a Associação resulta da Conferência Vicentina fundada em 1996. João Manuel Gomes revelou à rádio Antena Minho que foram já investidos um milhão de euros no empreendimento e é necessário equipar agora a creche que só entra em funcionamento quando houver garantia de financiamento pela Segurança Social.

A Associação Vicentina possui também um Gabinete de Apoio Social aberto a toda a população, na antiga sede da APPC, e mantém um programa regular de mantimentos e vestuário para as famílias mais carenciadas. Em média, mensalmente, a Associação Vicentina apoia mais de uma centena de famílias. Esta distribuição e apoio familiar são sustentados por uma equipa de doze voluntários que todos os meses visitam estas famílias.

Berço de campeões

Um berço de campeões é com se pode definir o Grupo Desportivo do Bairro da Misericórdia, dotado de sede e um novo relvado sintético que partilha com o Soarense.
Fundado em 1959, por Pedro Freitas Costa, o clube é dirigido há três anos por António Fontes, um associado que já dedicou 43 anos à direcção da colectividade que se dedicou ao xadrez e à pesca. Hoje mantém nove equipas no futebol (desde petizes a veteranos, sem seniores) que movimentam mais de 200 jovens, bem como uma poderosa - e única no concelho de Braga - secção de Ténis de Mesa, com mais de 40 atletas.

António Gomes Fontes destaca o apoio da junta de freguesia, da câmara municipal (nas inscrições dos jogadores) e de dois patrocinadores, porque a quota de 130 associados e receitas do bar são uma gota no oceano.
António Fontes espera ver resolvido o problema da rega do piso do campo de futebol e está satisfeito com o percurso desportivo dos seus atletas, num clube onde não há dinheiro para ninguém.

Isso não o impede de ter sido campeão ibérico de xadrez e sido coroado no futebol sénior em 1995 e 1985, como campeão, bem como uma ida à Taça de Portugal. Os títulos dos mais jovens vão para os juniores em 1989 e 1987.
Em termos desportivos há que mencionar o Soarense, fundado em 1926, colectividade que já teve ciclismo mas ainda mantém uma equipa sénior de futebol e outra de atletismo em veteranos.

Com a transferência do Campo das Camélias (despesas pagas pelo município) para o campo do Bairro da Misericórdia, aumentaram as despesas com aluguer de campo para treinos e jogos. O Soarense possui 350 sócios e 23 atletas que, nos primeiros sete jogos tiveram uma competitividade boa que tem vindo a ser prejudicada nos últimos jogos por arbitragens infelizes, conforme declarou José Carlos Pereira, chefe do Departamento de futebol.

2013-01-23 - Correio do Minho

São Vicente

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Posted by Blogues Vale Do Cávado on Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

Especial Freguesia de S. Vicente | Correio do Minho

Especial Freguesia de S. Vicente | Correio do MinhoDownload edição 22-01-2013 : http://www.correiodominho.pt/edicoes.php?dia=22&mes=1&ano=2013&page=1&catid=1

Posted by Blogues Vale Do Cávado on Terça-feira, 22 de Janeiro de 2013

Uma aventura na praia de Apúlia



A colónia de férias das crianças da freguesia de S. Vicente começou apenas esta segunda-feira, mas ontem de manhã os pequenos já diziam “maravilhas” da experiência que estavam a viver, prometendo repetir para o ano.

A Junta de Freguesia de S. Vicente lançou, mais uma vez, o desafio e os mais novos aceitaram passar dez dias na praia de Apúlia, em Esposende. Até ao próximo dia 29, 23 crianças estão a viver “uma verdadeira aventura na praia” como algumas fizeram questão de referir.
O presidente da junta de freguesia, Jorge Pires, que comanda os destinos da terra desde as últimas autárquicas, continuou com a colónia de férias, que já se realizava.

“As inscrições foram abertas a todas as crianças da freguesia e não só às que pertencem a famílias carenciadas”, informou o autarca, explicando que não se quer “criar estigmas e preconceitos, até porque a maior parte das famílias de hoje têm dificuldades económicas, por isso, não se fazem distinções”.

“Maior motivação”

Os mais pequenos, entre os seis e os 12 anos, receberam ontem a visita do autarca e a recepção não podia ser melhor. “A forma como as crianças nos recebem é a minha maior motivação para ser presidente de junta”, confidenciou Jorge Pires, mostrando-se visivelmente emocionado com os “abraços, beijos e, claro, muitos sorrisos” recebidos das nove meninas e 14 rapazes que este ano participam na colónia de férias da Segurança Social.


“Há crianças que estão tão felizes e nada paga isso”, atirou o presidente, admitindo que se não fosse esta colónia “muitas crianças não vinham sequer à praia”
Enquanto houver disponibilidade financeira, a autarquia de S. Vicente, garantiu o presidente, vai manter esta iniciativa.

No regresso a casa, na próxima semana, o autarca vai tentar, tal como ano passado, que os mais novos visitem o Estádio Municipal de Braga. “Eles ano passado adoraram e nada melhor para começarem de pequenos a gostar do clube da terra”, disse.

Experiência para repetir sempre

As horas de acordar e de deitar são sempre complicadas. Mas as 23 crianças de S. Vicente, que participam este ano na colónia de férias na Apúlia, em Esposende, sabem que há regras a cumprir. Só assim é possível passar tantos dias “em paz” junto ao mar na companhia dos amigos. E as crianças e jovens, que ainda agora chegaram à colónia da Segurança Social já sabem que vão trazer na bagagem de regresso a casa muitos amigos, algumas histórias e uma mão cheia de “bons motivos” para participar no próximo ano.


Ao passar 24 horas por dia juntos depressa se ganham laços de proximidade e de afinidade mui- to fortes e, só por isso, “é sempre uma experiência única” para todos, quer para os mais novos, quer para os monitores.

Desempregados, José Pereira e Sónia Pinto aceitaram o desafio da Junta de Freguesia de S. Vicente e são os monitores da colónia de férias dos mais novos.

José Pereira está mais habituado “às traquinices” dos miúdos, já que participa como monitor há seis anos. “Estou sempre a brincar com eles e assim se conquista a confiança e o respeito dos mais novos. O mais difícil é mesmo estar sempre com atenção a tudo o que fazem”, revelou o monitor.

Já Sónia Pinto está a viver esta experiência pela primeira vez. “Tirei o curso de técnica de acção educativa e estive, no último ano, a trabalhar na escola Quinta da Veiga com crianças entre os três e os seis anos. Correu muito bem e agora surgiu esta oportunidade”, referiu a monitora, sublinhando que está a ser “uma experiência muito bonita”. E explicou: “não há nada melhor do que receber beijos e abraços de todas as crianças. Não há nada melhor que no final do dia recebermos um sorriso de todos, é muito gratificante”. Para o ano, Sónia Pinto espera repetir a experiência.

22-08-2012 - Correio do Minho

Escutas: Agrupamento 19 de S. Vicente visitou história dos acampamentos



No fim de semana de 14 e 15 de Julho o Agrupamento 19 de S.Vicente do Corpo Nacional de Escutas realizou o seu anual Acampamento de Agrupamento, que teve lugar desta vez no Parque de Turismo Rural de Aboim da Nóbrega, Vila Verde.

Tendo por tema “Os Acanac’s”, os elementos revisitaram toda a História dos Acampamentos Nacionais, que este ano, em Agosto, dará lugar ao 22º, em Idanha-a-Nova. Este Acampamento também serviu de preparação para quem vai.


“O Acampamento de Agrupamento é sempre o culminar de mais um Ano Escutista e marca assim o início das férias do Agrupamento. Decidimos há nove anos que devíamos criar um Imaginário para cada um desses Acagrup’s com atividades em torno desse Imaginário: Cada Acagrup (Acampamento de Agrupamento) anual é único e destacam-se uns dos outros” - Explica o Chefe de Agrupamento, Alberto Dias Pereira.

Na Abertura do Acagrup foram criadas as quatro Equipas, tendo por desafio montar um puzzle que formava o Logotipo de um dos Acanac’s. O nome das equipas era o nome da localidade onde este foi realizado: Bagunte, Sesimbra, Palheirão e Idanha.


“Insistimos em fazer equipas mistas, com todos os elementos das quatro secções pois promove o convívio, a troca de experiências e conhecimentos e a união entre todos. Não há assim secções a competirem entre si, mas sim um enorme espírito de entreajuda” .

Este Acampamento ainda teve como ponto alto a Promessa de mais três pioneiras, que se realizou no Parque:
“Tivemos a Honra de ter connosco o nosso Assistente e Pároco da freguesia, o Sr Padre João Paulo Alves, que fez questão de ir propositadamente ao Parque para nos celebrar a Missa Campal e a Promessa das nossas três pioneiras. Também lá jantou connosco. Alguns pais também estiveram presentes na Cerimónia.“ - Diz Alberto Pereira.
Durante o Acampamento as Equipas fizeram um raid de reconhecimento a Aboim da Nóbrega, mergulharam na praia fluvial e recriaram algumas das atividades que se tornaram símbolos por excelência dos Acanac’s, tais como o icónico e já “lendário” Logotipo Humano do 17ºAcanac de Bagunte, o símbolo da Água Potável e a Manta de Retalhos que se realizou no 18ºAcanac no Palheirão que na altura entrou no Guiness. A nossa em menor escala, claro. A cada prova superada ganhavam “Acanac’s”, o logotipo de cada um dos 22 Acanacs para colarem num poster individual que todos possuíam e serviu de recordação desta grande atividade.

“Foi mais um Magnífico Acampamento de Agrupamento. É sempre algo cansativo preparar atividades nesta escala, para todas as secções, mas vale a pena ao ver a alegria dos participantes e vê-los envolverem-se e interagirem uns com os outros nas atividades ao ar livre. É aí que faz todo o sentido afirmar que “o Escutismo continua a ser uma grande família”. - Afirmou o Chefe de Agrupamento.
Exploradores, Pioneiros e Caminheiros ainda participarão no XXII Acanac em Idanha-a-Nova, dos dias 3 a 10 de Agosto.

20-07-2012 - Correio do Minho

S. Vicente tem gabinete de apoio psicológico



A Junta de Freguesia de São Vicente já tem a funcionar o gabinete de apoio psicológico, em parceria com a CANJA — Associação de Centros de Apoio Nacional a Jovens e Adultos. De acordo com fonte da direcção, já existem dois utentes inscritos para o efeito.
O gabinete funciona às segundas de manhã com a presença de Diana Costa e às terças com Ana Teixeira, das 9,30 às 12,30 horas, nos dois dias.


Ambas as técnicas são psicólogas clínicas formadas pela Universidade do Minho.
Os atendimentos requerem marcação prévia.
A recente parceria visa o apoio psicológico, pedagógico, social e comunitário a pessoas carenciadas (crianças, jovens, adultos e idosos).

De acordo com a CANJA, as pessoas que forem encaminhadas pelo gabinete social da Associação Vicentina têm as consultas e o acompanhamento gratuitos.
Para Jorge Pires, presidente da junta, “a entrada em funcionamento deste gabinete deixa-me duplamente feliz. Primeiro porque se trata de uma necessidade na freguesia e depois porque é mais uma promessa eleitoral cumprida. A medida estava prevista para o corrente ano e concretizámos-la”, salientou o autarca.

Hoje há Festival de Verão na Avenida Central

Entretanto, a Junta de Freguesia de S. Vicente promove hoje, pelas 15 horas, na Avenida Central, o Festival de Verão.
A iniciativa está inserida no programa alternativo da Braga 2012: Capital Europeia de Juventude.
A abrilhantar o espectáculo vão estar Zé Pedro (músico/cantor), os grupos de concertinas e guitarras da junta (Nuguel Music), o grupo Capoeira de S. Vicente (sul da Bahia) e o grupo de música tradicional portuguesa ‘Os Bragueses’.

09-06-2012 - Correio do Minho

Voluntariado sorriu em S. Vicente



Foi uma tarde diferente e bem animada. Tudo aconteceu no passado dia 21 auditório Vita, com um espectáculo de variedades organizado pela equipa Sorriso do Voluntariado de Proximidade de S. Vicente. O grande objectivo é ajudar na angariação de fundos para a Liga Portuguesa contra o Cancro.


Jovens talentosos da freguesia deram vida a um espectáculo cheio de música, cor e animação.
A tarde festiva teve início com a primeira actuação em palco da jovem banda de rock bracarense Fallen Wings.

Seguiu-se Zé Pedro, jovem músico de apenas 11 anos e interpretou algumas canções de artistas internacionais nossos conhecidos, para além de algumas interpretações de artistas lusos. O Grupo de Capoeira (Sul da Bahia) encheu o palco do Vita de cor, magia e movimento, com aquelas danças/lutas típicas do Brasil.


Pedro Soares, conhecido imitador, soltou da plateia fortes gargalhadas ao imitar algumas personagens da nossa praça política, cultural e desportiva. Cavaco Silva, José Hermano Saraiva e Cristiano Ronaldo foram alguns dos “alvos” do jovem Pedro Soares.

Após um curso intervalo, a festa recomeçou com a actuação de dois grupos de dança, neste caso danças clássicas e danças latinas. A fechar o espectáculo esteve e Tuna Feminina da Universidade do Minho que encantou o público com as danças acrobáticas, típicas das tunas universitárias.


Este espectáculo solidário foi apresentado pelo conhecido humorista João Seabra.

“Voluntariado é o orgulho de S. Vicente”

“Tenho muito orgulho em ser presidente da Junta de Freguesia com esta equipa maravilhosa do Voluntariado de Proximidade. Eles fazem um trabalho notável. As carências sociais na freguesia são muitas e nós estamos a dar as respostas possíveis dentro das nossas possibilidades”, revelou Jorge Pires, no decorrer do espectáculo de variedades que teve lugar no passado sábado no auditório Vita, precisamente, organizado pela equipa Sorriso daquele voluntariado.


Para o chefe do executivo vicentino, “com este espectáculo de hoje é já o segundo que promovemos em menos de um mês. A causa solidária deve unir-nos a todos e a evidência está aqui neste auditório, com uma boa adesão de vicentinos e bracarenses. Vamos continuar a ajudar a Liga Portuguesa Contra o Cancro na luta contra este flagelo que é o cancro e no próximo dia 13 de maio no estádio 1º de Maio.vamos todos contribuir para a realização do maior sorriso do mundo e tentar inscrever esse feito no livro dos recordes”, apelou Jorge Pires.


Por seu lado, Ester Carvalhal, líder da equipa do Sorriso, agradeceu a comparência do público e o apoio dado a esta causa solidária. “Quero agradecer a todos o incansável apoio que temos recebido. A causa da Luta Contra o Cancro deve mobilizar toda a sociedade para o combate a este flagelo desta doença”. Ester Carvalhal apelou igualmente à comparência no estádio primeiro de maio para o maior sorriso do mundo, que será culminar de uma série de iniciativas que a equipa Sorriso tem vindo a desenvolver em parceria com a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

24-04-2012 - Correio do Minho

Crianças pediram protecção a S. Vicente

Mães e avós e muitas crianças. Foi um ‘corridinho’ durante todo dia de ontem na igreja de S. Vicente. A relíquia do mártir esteve exposta e todos aproveitaram para oferecer velas e pedir a intercessão de S. Vicente contra a doença da varíola, num ritual secular.


Maria, de cinco anos, acompanhada pela mãe, foi uma das crianças que ali esteve pela primeira vez. “Estou a pôr velas numa caixa para o S. Vicente, para ele cuidar de mim”, confidenciou a menina. “Segundo dizem os mais antigos, S. Vicente é o advogado das bexigas, devendo-se, por isso, no dia do patrono da nossa paróquia, trazer as crianças para que o santo as proteja. É, por essa razão, que viemos aqui”, justificou, entretanto, a mãe da menina, Rosa Lopes.

Ana Rita também não foi sozinha rezar ao santo. Consigo estava a mãe, Luísa Carneiro. “Já vinha cá com a minha mãe e vim muitos anos trazer o meu sobrinho, que agora tem 21 anos. Agora trago a minha filha”, contou Luísa Carneiro, enquanto comprava as velas para colocar junto do santo. “Sempre ouvi dizer que era bom que as velas a oferecer fossem em número ímpar. Mal não faz, por isso, comprei sete para pedir para os familiares mais próximos”, justificou aquela habitante de S. Vicente.

Há já muitos anos que a avó de Maria Francisca, de dois anos, cumpre a devoção ao santo, pedindo-lhe protecção para as crianças e a família. “Venho num acto de fé e também para pedir ao mártir que proteja os meus filhos e a minha família. Antigamente também vinha ver as fogueirinhas à noite”, contou Maria Manuela Queirós.

O casal Márcia Rodrigues e Carlos Costa também levaram os filhos Inês e Dinis à igreja de S. Vicente. “É a primeira vez que trazemos cá os nossos filhos, mas já vínhamos cá em pequenos por fé e tradição”, contou Márcia Rodrigues.

Festa contou, pela primeira vez, com banda de música

Organizado pela Irmandade do Mártir de S. Vicente, o programa das festividades em honra do padroeiro incluiu, pela primeira vez, a actuação, ontem à tarde, da Banda Musical de Aboim da Nóbrega, no concelho de Vila Verde.
“Esta festa tem uma espécie de identidade cristã na cidade de Braga e é uma tradição que passa de pais para filhos. Depois tem a vertente do convívio social, que as fogueirinhas de S. Vicente proporcionam e ontem (sábado) trouxeram muita gente ao adro da igreja”, explicou o pároco da freguesia, João Paulo Alves.


A festa, que também tem o seu lado pagão, congrega os vendedores dos conhecidos moletinhos de S. Vicente, que apenas são confeccionados duas vezes no ano, por altura da festa de S. José (Dia do Pai) e da festa do Mártir S. Vicente.

“Agora de manhã o negócio esteve um pouco fraco”, desabafou Graça Castro, que já é vendedora de doces desde “a barriga da mãe”, já lá vão 52 anos. Apesar da crise, a vendedora lá foi referindo que “ninguém vai para casa sem moletinhos”, explicando que vende “os moletinhos parolos, que são ligeiramente diferentes dos outros convencionais”.

No adro da igreja estava também Isaura Carvalho, uma das vendedoras de velas. Apesar de ninguém ir ao santo sem levar uma vela, Isaura assegurou que o negócio “está mau”. E justificou: “somos tantos a vender como a comprar”. A vendedora marca presença há muitos anos nesta festa, mas este ano “talvez seja o último”, porque “a saúde já não deixa”.

Azulejos e baptistério requalificados

A igreja de S. Vicente esteve, até Setembro do ano passado, em obras. “Depois de recuperar os azulejos e o baptistério, agora é preciso fazer o tratamento da talha do altor-mor”, confidenciou a tesoureira da irmandade, Manuela Braga.
Após uma primeira operação de salvaguarda dos azulejos da Igreja de S. Vicente, em 2006, a Irmandade do Mártir S. Vicente prosseguiu as obras de contenção, restauro e conservação de um conjunto de azulejaria. Os paroquianos “financiaram” as obras, que rondaram os 69 mil euros, permitindo recuperar o restauro dos azulejos da capela-mor, coro baixo e baptistério.

23-01-2012 - Correio do Minho

Feirinha dá vida ao Campo Novo

Bijouteria (brincos, colares, pulseiras), cintos, carteiras e malas, artigos decorativos, bordados, telas, pedras pintadas, mel, compotas e azeite. Estes foram apenas alguns dos inúmeros produtos que ontem estavam à venda na Feirinha de Artesanato que a Junta de Freguesia de S. Vicente promoveu no Campo Novo.


Depois do sucesso que a iniciativa teve no ano passado, a autarquia local resolveu repetir a receita, agora com mais engenho e com um programa mais recheado.
Jorges Pires, o presidente da junta, contou ao ‘Correio do Minho’ que o objectivo principal deste evento é promover os artesãos bracarenses. “É uma iniciativa feita com a prata da casa”, realçou.
Esta iniciativa, porém, é muito mais ampla. No decorrer do evento, que arrancou por volta das três da tarde e se prolongou até à meia-noite, algumas colectividades e projectos da freguesia tiveram oportunidade para divulgarem a sua actividade e, ao mesmo tempo, angariar alguns fundos.

Os Escuteiros de S. Vicente, por exemplo, marcaram presença com uma tasquinha de comes e bebes. A participação no evento serviu para divulgar o facto de este agrupamento estar a comemorar o 75.º aniversário.
Esta foi também uma oportunidade para divulgar o projecto Voluntariado de Proximidade que está a ser desenvolvido pela junta de freguesia e que conta com uma bolsa de voluntários que dedicam algum do seu tempo a acompanhar idosos que vivem sozinhos na localidade.

São já mais de 70 os beneficiados com este projecto

“Os voluntários estão cá para divulgar aquilo que fazem, para angariar outros voluntários ou mesmo identificar quem esteja a precisar deste apoio”, explicou Jorge Pires.
Esta feirinha também contou com momentos musicais.

Actuaram ainda os seis formandos do curso de concertina que também está a ser ministrado na junta.Além do grupo vicentino ‘Os Bragueses’, pelo palco improvisado na escadaria do Campo Novo passaram também os 50 formandos do curso de guitarra que está a ser ministrado pela Junta de S. Vicente, no âmbito de uma parceria estabelecida com uma escola de música.

Um olhar diferente sobre o Campo Novo

Sendo uma das mais emblemáticas praças da cidade de Braga, a Praça Mouzinho de Albuquerque, conhecida por Campo Novo, não tem tido a atenção que merece por parte do município. Jorge Pires refere que já foram enviados ofícios à edilidade solicitando a limpeza da estátua de D. Pedro V existente no centro da praça, mas sem resultado.

“Quem vive por aqui já se habituou a ver a estátua assim escura, mas ela na realidade é clarinha como a pedra que a suporta. Esta é uma praça muito frequentada por turistas nacionais e estrangeiros, uma vez que constam nos guias sobre a cidade, também por isso merecia mais atenção”, considera o presidente da junta.

Entretanto, depois da feirinha de ontem, hoje a junta promove uma caminhada até às Sete Fontes. “É um monumento muito importante que já está classificado com património nacional e que muitos bracarenses ainda desconhecem. A Agere vai colaborar abrindo-nos as fontes, tal como a JovemCoop, pois o Ricardo Silva vai ser o nosso guia naquele complexo”, remata.

12-06-11 - Correio do Minho

Romagem é tradição viva em S. Vicente

A tradição é antiga e, pelo que se viu ao longo deste fim-de-semana não dá sinais de esmorecer. Durante as festividades em honra do Mártir São Vicente a romagem de crianças à igreja paroquial é uma constante. Ao santo é pedida protecção para os mais pequenos contra a doença da varíola.


Sábado e ontem, durante todo o dia, a romagem de crianças à igreja de São Vicente foi uma constante. Levados pelos pais ou pelos avós, os mais pequenos repetem o ritual de depositar uma vela junto da imagem do Mártir, o centro de todas as atenções durante estas festividades marcadamente religiosas.

Ontem à tarde, chegaram mesmo a formar-se filas para entrar no templo e mostrar a devoção ao Mártir. E não são apenas os vicentinos que mantém viva a tradição, pois encontramos pessoas de muitas freguesias bracarenses que também têm devoção por este santo.

Rosa Freitas pediu protecção para a neta Beatriz.

Desde que é avó, Rosa Freitas não deixa passar uma oportunidade para levar a neta Beatriz Vieira da Silva às festividades em honra do Mártir São Vicente. “Já trazia cá as minhas filhas, mas elas agora estão crescidas (uma tem 29 e a outra 30 anos), por isso trago a minha netinha”, contou ao ‘Correio do Minho’.
Além de colocar uma vela ao Mártir para pedir a protecção da neta de seis anos de idade, Rosa Freitas colocou também uma vela por cada elemento da família, porque acredita na protecção do santo, “não só contra a varíola, como contra as outras doenças”.

Ilda Fraga levou os filhos Lara e Pedro.

Moradora em Real, Ilda Fraga também levou ontem os filhos Lara, de nove anos, e Pedro, de três, à igreja de S. Vicente. “Isto é uma tradição. Lembro-me que quando vim morar para Braga, tinha uns dez anos, os meus pais também me começaram a trazer cá à festa, por isso trago também os meus filhos para que fiquem protegidos”.

Rogério Silva com o neto Tiago

Rogério Silva, de Adaúfe, levou ontem o neto Tiago, de 19 meses, em romagem à igreja de S.Vicente: “É uma tradição vir com as crianças a esta festa. Como o dia está bonito, aproveitamos para vir com o Tiago”.
24-01-11 - Correio do Minho

São Vicente em festa com azulejos recuperados

A passada sexta-feira, primeiro dia das festividades em honra do mártir S. Vicente, ficou marcada pela conclusão da requalificação da capela-mor da Igreja de S. Vicente. Os magníficos painéis de azulejos deste templo estão todos, finalmente, recuperados.


Depois de em 2006 ter concluído a recuperação dos painéis da nave da igreja, a Irmandade do Mártir S. Vicente dá agora por terminada a intervenção na capela-mor, revelou ontem ao ‘Correio do Minho’ a tesoureira, Manuela Braga.
“A intervenção na capela-mor começou em Maio e acabou precisamente no primeiro dia das festividades. Além dos azulejos, também foi requalificada toda a iluminação”, explicou a tesoureira da Irmandade.

Com os painéis de azulejo recuperados, a Irmandade pondera agora envernizar o chão do templo e também substituir uma porta lateral. Mandar limpar os dois quadros que estão pendurados nas paredes laterais da nave, acima dos azulejos, é outro desejo da Irmandade.
“Aparece sempre mais alguma coisa para fazer”, diz Manuel Braga, realçando que a Irmandade vai trabalhando à medida que o dinheiro entra. E os únicos meios de subsistência desta Irmandade são as caixas de esmolas colocadas no templo e o lucro que a advém das contribuições dos fiéis no decorrer das festividades em honra do mártir S. Vicente, que este ano começaram na sexta-feira e terminam ao final desta tarde.

Em termos de crise, a tesoureira revela que nos últimos mes
es se notou uma “quebra muito significativa nas esmolas” que os fiéis colocam nas colocam nas caixas. “Em relação aos anos anteriores, as esmolas diminuíram muito. Vamos ver agora como corre a festa”, referiu.

Comerciantes queixam-se

Não é apenas nas esmolas que se reflecte a crise. À porta do tempo, os comerciantes também se queixavam.
Há alguns anos que Fátima Veloso vende velas nestas festividades e diz que não tem memória de um ano assim. “Que eu me lembre, este está a ser o pior ano de sempre”, admitiu.
A vender castanhas assadas, Maria da Conceição Pereira também nos disse que “o negócio está mau”. A dois euros e meio o quarteirão, as castanhas assadas não saíam da banca, apesar do frio intenso que se fazia sentir no dia solarengo de ontem.

Esta festa é também conhecida pela romagem de crianças à igreja, onde colocam uma vela junto à imagem de S. Vicente pedindo-lhe protecção contra a doença da varíola.
Aqui, a crise parece não afectar o número de pessoas que vai ao templo venerar o mártir.
Durante todo o dia de ontem, a romagem à igreja foi uma constante.
Também na sexta-feira à noite não faltou povo no adro da igreja, para assistir às tradicionais fogueirinhas de S. Vicente.
O programa das festas contempla hoje a celebração de uma eucaristia, às 10 horas, animada pelas crianças da catequese. Às 12 horas há missa solene e sermão em honra do mártir S. Vicente.

23-01-11 - Correio do Minho