Mostrar mensagens com a etiqueta Festas de São João. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Festas de São João. Mostrar todas as mensagens

Espiral São João Braga

Espiral São João Braga https://youtu.be/pPUD-Dk8dNo?list=PL0E1064048973BFD2

Posted by Vale do Cávado - Blogues on Domingo, 28 de Junho de 2015

Orlando Rodrigues vence concurso de Quadras de S. João

Braga: Orlando Rodrigues vence concurso de Quadras de S. João De Bvc | http://blogdbraga.blogspot.pt/

Posted by Vale do Cávado - Blogues on Quinta-feira, 18 de Junho de 2015

Cascatas São João

Cascatas São João http://blogdbraga.blogspot.pt/

Posted by Blogues Vale Do Cávado on Quarta-feira, 17 de Junho de 2015

Festas de São João

Festas de São João http://blogdbraga.blogspot.com/

Posted by Blogues Vale Do Cávado on Domingo, 15 de Junho de 2014

Cortejo de Gigantones e Cabeçudos | Festas de São João

Cortejo de Gigantones e Cabeçudos Festas de São João http://blogdbraga.blogspot.com/

Posted by Blogues Vale Do Cávado on Domingo, 15 de Junho de 2014

S. João inspirou pequenos e graúdos



Na edição de ontem do jornal Correio do Minho já foram destacados os três vencedores do Concurso de Quadras de S. João, bem como as quadras seleccionadas. Hoje aqui ficam, como prometido, os vencedores, que receberam os prémios durante o festival de música ‘O S. João da Antena Minho e do Correio do Minho’, que se realizou, no passado sábado, na Avenida Central.

Isabel Fernandes recebeu com “muita surpresa” a notícia de que tinha sido a justa vencedora do concurso, retomado há três anos pelo jornal. “Vi a publicidade ao concurso no jornal e decidi participar pela primeira vez”, lembrou aquela bracarense, bem antes de subir ao palco para receber o prémio prometido: um frigorífico, oferta da loja Cidadela Electrónica.

“Gosto muito de escrever, apesar de fazer quadras só quando tenho algum motivo”, confessou Isabel Fernandes.

Para escrever a quadra vencedora, esta participante inspirou-se na cidade que tanto gosta, na festa do S. João, que sempre apreciou e participou desde pequena, e no facto de Braga ser a Capital Europeia da Juventude. “Temos que ter orgulho em tudo isso”, rematou.

O segundo prémio, uma máquina de lavar roupa, foi entregue, também no passado sábado, ao jardim de infância Quinta das Hortas, na freguesia da Sé.

A coordenadora daquela instituição, Ana Maria Mesquita, foi receber o prémio, das mãos do proprietário da Cidadela Electrónica, que também abraçou este projecto “de corpo e alma”.
“Quando vi a promoção do concurso no jornal surgiu logo a ideia de participar, até porque os prémios eram todos muito aliciantes e úteis. Não custava nada e havia sempre a possibilidade de ganhar”, lembrou aquela responsável. Nas instalações do jardim de infância há várias zonas com material que é preciso ser lavado com regularidade. “Temos a casinha com a roupa das bonecas, a área das trapalhadas, onde os mais pequenos se vestem e fantasiam, temos também as roupas do desfile da Braga Romana e das marchas de Santo António e tudo isso é preciso ser lavado”, justificou a coordenadora. Por isso, os mais peque- nos, entre os três e os cinco anos, arregaçaram as mangas e lá contribuíram p ara o concurso. “Trabalhámos nas três salas do jardim a temática e fomos apanhando tudo o que eles foram dizendo sobre o assunto. Depois foi só juntar as peças e fazer quatro quadras para enviar para o Correio do Minho”, informou Ana Maria Mesquita, que não estava “mesmo nada à espera” de ganhar o prémio. “Fiquei muito satisfeita e foi uma oportunidade excelente de arranjar o que precisamos e podem ter a certeza que vai ser muito útil”.

A Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Vale D’Este, em Celeirós, foi a terceira classificada neste concurso de quadras. Angelina Silva, animadora sociocultural daquela instituição foi, na companhia do presidente e de quatro internos da casa, receber o prémio: um micro-ondas. “Foi a primeira vez que participámos no concurso e correu bem”, desabafou a animadora sociocultural, lembrando que viu o anúncio do concurso no jornal e decidiu lançar o desafio aos utentes. “Todos ade- riram muito bem, inspirando-se no S. João e no que eles ouviam e cantavam na noitada da festa”, frisou aquela responsável, destacando algumas das tradições que foram recordadas na preparação das quadras.

A associação participou com mais de 15 quadras e Angelina Silva admitiu que “valeu a pena mais pelo simbolismo e pelas recordações dos tempos antigos do que propriamente por terem ganho um prémio”. A animadora sociocultural foi mais longe: “é uma iniciativa fantástica e ao participar conseguimos mais convívio e mais interacção entre os utentes da instituição”.

A associação conta com 15 pessoas nos lar e 22 no centro de dia. Quatro dos internos não perderam a oportunidade e também foram à festa, que se realizou no passado sábado. Maria Rita Lobo, Joaquina Barbosa, Rosa Pimenta e Fernando Pimenta estavam “orgulhosos” do resultado do trabalho. “Foi muito bom recordar os tempos antigos”, desabafaram os vencedores. “Em vez de vir para o pagode, vinha com o meu pai vender as vacas no S. João, a festa passava ao lado”, atirou Maria Rita Lobo. Logo Joaquina Barbosa lembrou que foi servir quando tinha 10 anos, mas quando era mais pequena vinha à cidade ver o Carro das Ervas.

27-06-2012 - Correio do Minho

Palco contou com 34 artistas



A grande festa já prometia enchente a ter em conta a lista dos 34 artistas que carimbaram o passaporte para o terceiro festival ‘O S. João da Antena Minho e do Correio do Minho’, que animou a Avenida Central no passado sábado. O público não faltou e aproveitou para cantar, dançar, pedir autógrafos e até tirar fotografias com os cantores de eleição. Um espectáculo para repetir no próximo ano.

A partir de hoje e nos próximos dias ficam aqui os comentários dos 34 artistas que subiram ao palco.

O espectáculo começou com a jovem Marily, que já editou dois álbuns, e Chris Ribeiro, que veio de propósito de França para promover o primeiro trabalho.

Os Minhotos Marotos tomaram conta do palco e a animação e boa disposição aqueceram os muitos presentes em frente ao palco. Os oito elementos do grupo, liderado por Cláudia Martins, fizeram a festa na companhia da concertina, bateria, teclado, cavaquinho e baixo. O grupo aproveitou para promover o quarto trabalho, ‘O segredo dos marotos’, que conta com 10 temas originais de autoria da jovem Cláudia Martins. Participar neste festival “é sempre um gosto”, até porque são os órgãos de comunicação locais que “ajudam a divulgar a música tradicional”, vincou a cantora.

De seguida, subiu ao palco a jovem Rackel, que participou pela primeira vez neste festival.
Logo depois, Zézé Fernandes pôs o público a saltar e a dançar. “É a primeira vez que participo neste festival e senti-me na obrigação de marcar presença, por- que a Antena Minho passa muita música minha”, justificou o artista, assegurando que “é uma rádio de referência na promoção da música portuguesa”.

Rui Bandeira foi o cantor que se seguiu. Apesar de ser “um dia especial”, já que a filha fazia anos, o cantor fez 900 quilómetros para actuar neste festival. “O esforço foi feito e vale sempre a pena”, assegurou o artista, admitindo que a sua presença “é uma espécie de pescadinha de rabo na boca, porque é necessário semear para colher”. As rádios e os jornais locais são “os veículos privilegiados para chegar às pessoas e para divulgar o trabalho que os artistas vão fazendo”, defendeu ainda Rui Bandeira.

“Fazer bem a quem nos faz bem”

A tarde de sábado ainda estava a começar e muitos artistas esperavam ansiosos por subir ao palco da Avenida Central. Os fãs e amigos dos cantores e os apreciadores da música portuguesa não faltaram à chamada.

Depois de Rui Bandeira o artista que se seguiu foi Fernando Correia Marques. Apesar de ser “extremamente duro, dada a agenda preenchida”, o cantor mostrou-se “feliz” por marcar presença no festival da Antena Minho e do Correio do Minho. “É duro, mas a vida dos artistas é assim mesmo”, atirou o cantor, que está a promover o último álbum.

Nel Monteiro foi o senhor que se seguiu. O cantor que encerrou o espectáculo do ano passado voltou a animar o muito público presente. “Não posso dizer que não à rádio nem ao jornal, porque são dois órgãos de comunicação que têm grande importância para a carreira de muitos artistas”, justificou Nel Monteiro, bem antes de actuar. “Temos que fazer bem a quem nos faz bem e há muita música portuguesa que não chegaria às televisões e rádios nacionais se não passassem nas rádios locais”.

Os ‘famosos’ continuavam a subir ao palco. Desta vez, o pú-blico acarinhou Jorge Ferreira. “Apoio com todo o prazer este tipo de iniciativas das rádios locais. É bom e é sempre uma oportunidade de divulgar o que é nosso”, começou por evidenciar. Se não fosse o trabalho desenvolvido pelas rádios locais “a música tradicional portuguesa já teria desaparecido”, frisou.

O 10.º cantor a animar o muito público presente no festival foi Carlos Ribeiro, bem conhecido pelos cantares ao desafio e desgarradas. A cantar a solo já lá vão alguns anos, Carlos Ribeiro admitiu que “não podia faltar a esta festa promovida por uma rádio que dá tanto valor à música portuguesa”. A preparar-se para gravar um DVD ao vivo, no próximo dia 14 de Agosto, na Senhora da Guia, em Ribeira de Pena, Carlos Ribeiro está a trabalhar também no próximo álbum, que está pronto em meados de Julho.

No palco ouviu-se depois os temas ‘Rosa Negra e ‘Vou chorar outra vez’. Toy foi outro dos cantores muito aguardados. “É importante colaborar com todas as instituições ligadas à música e que ainda se lembram que a música portuguesa existe”, sublinhou Toy, referindo que “é raro” aceitar estes convites, devido à falta de tempo. “Mas há meia dúzia de instituições que merecem todo o sacrifício e aqui estou”, afirmou. O cantor aproveitou para promover o último trabalho, ‘Enquanto estou vivo’, que foi editado há duas semanas. “Este álbum é a minha cara”, confessou.

Hélder Baptista, bem conhecido dos ouvintes da Antena Minho e dos leitores do Correio do Minho, subiu ao palco e cantou o tema ‘Coça a minha cabecinha’, aproveitando ainda para mostrar o novo álbum com a música ‘Toca a virar’. “Não podia jamais dizer que não a esta festa e tenho que estar em Melgaço já a seguir”, vincou o cantor, reafirmando a importância da rádio e do jornal na divulgação do seu trabalho.

Na edição de amanhã do Correio do Minho saiba mais sobre os artistas presentes no festival.

26-06-2012 - Correio do Minho

Quadras populares de S. João: concurso já tem vencedores



O Concurso de Quadras Populares de S. João, promovido pelo jornal Correio do Minho, já tem vencedores. O júri decidiu, entre as 1007 quadras a concurso, entregar o primeiro prémio a Isabel Lopes Fernandes, de Braga, o segundo prémio ao jardim de infância Quinta das Hortas, da freguesia da Sé, e a Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Vale d’Este, em Celeirós, arrecadou o terceiro prémio.

As quadras, iniciativa que foi retomada há três anos, deviam incluir sempre a palavra ‘Braga’ e o tema genérico São João. As melhores vão receber, ofertas ‘Cidadela Electrónica’, um frigorífico de duas portas para o primeiro prémio; uma máquina de lavar roupa para o segundo prémio e um microondas para o terceiro classificado. A entrega dos prémios decorrerá no próximo sába do, pelas 18 horas, no decorrer do grande espectáculo ‘O S. João da Antena Minho e Correio do Minho’, na Avenida Central.

“Uma forma de ajudar quem mais precisa”

“Este ano batemos o recorde em número de participantes neste concurso o que prova o êxito, mais uma vez, desta iniciativa”, afirmou o director geral do grupo de comunicação Arcada Nova, Paulo Monteiro.

O júri decidiu atribuir, este ano, prémios a associações de carácter social. “Esta é também uma forma de ajudar quem mais precisa”, justificou o director geral, mostrando-se “satisfeito” com “o êxito deste projecto, que é para continuar no próximo ano tal como todas as outras iniciativas que a rádio Antena Minho e o jornal Correio do Minho têm promovido”.

21-06-2012 - Correio do Minho

São João recheado de novidades



Pelo terceiro ano consecutivo, o jornal ‘Correio do Minho’ e a rádio ‘Antena Minho’ assumem protagonismo no programa das Festas de S. João. Além do emblemático cortejo das rusgas, a véspera do feriado sanjoanino será também o dia em que estes órgãos de informação oferecem à cidade um espectáculo musical que promete ser memorável.


Com início às 15 horas e tendo como palco a Avenida Central, o ‘S. João da Antena Minho e do Correio do Minho’ vai prolongar-se até às 20 horas. São muitos os artistas que vão actuar no coração da cidade, estando já confirmadas as presenças de Zezé Fernandes, Zé Amaro, Carlos Soutelo, Juliana Duarte, Johnny Abreu, Hélder Batista, Rui Santos, Rui Vieira, Rui Fontelas, Jorge Amado, Vitor Rodrigues e Amigos de Sobreposta.

Na conferência de imprensa de apresentação das sanjoaninas, o director geral do grupo de comunicação Arcada Nova, Paulo Monteiro, revelou que o festival vai contar com muitos mais artistas, nomeadamente dois nomes “sonantes” a nível nacional, prometendo para breve a divulgação do cartaz completo.

Paulo Monteiro espera que este festival registe o sucesso das edições anteriores e recordou que o ‘Correio do Minho’ tem também a decorrer mais uma edição do Concurso de Quadras Populares de S. João.

Festas começam a 15 de Junho

No geral, o programa das festas da cidade continua a privilegiar a participação das associações do concelho, que encontram aqui uma oportunidade mostrar a sua actividade.
O presidente da Associação de Festas de S. João, Vítor Sousa, realçou precisamente o facto de o programa das festas servir para “evidenciar as nossas tradições, os nossos costumes, o folclore, a etnografia, a gastronomia, no fundo todas as potencialidades que o concelho de Braga apresenta e que cada vez mais são activos importantes do ponto de vista da actividade turística”.

Vítor Sousa realçou que o movimento associativo tem respondido ao apelo da Associação de Festas e a prova está no rico e vasto programa que se vai desenvolver de 15 a 24 de Junho, por toda a cidade.
“Apresentamos um pr ograma recheado, apesar de termos consciência de que vivemos períodos difíceis, o que obriga a associação a ter uma atitude contida para não resvalar na expectativa de receitas”, disse Vítor Sousa, revelando que o objectivo é que as festas não custem mais de 250 mil euros, sendo que a câmara contribui, como é hábito, com 40 mil euros.

A grande fonte de receita destas festas provém das licenças pagas pelos vendedores ambulantes, um benefício que também é concedido pela autarquia à Associação de Festas.
Relativamente ao programa, Vítor Sousa destacou o ‘S. João da Antena Minho e do Correio do Minho’, desde logo pela projecção que esta participação dá às festividades.

As novidades no programa...

Realçou ainda três novidades na programação deste ano, a começar pelo Circuito da Beira e Serra da Estrela, uma iniciativa que assinala os 100 anos daquela que terá sido a primeira edição do Rally de Portugal, que em 1913 partiu de Braga em direcção ao ponto mais alto de Portugal continental. A partida está marcada para 15 de Junho.

Novidade é também a Noite Fadista, no dia 16, às 21 horas, na Avenida Central. Em palco vão estar 17 fadistas da região.
Um dos momentos altos das sanjoaninas será vivido no dia 24, entre as 14 e as 20 horas. A TVI vai transmitir em directo do Pópulo o programa ‘Somos Portugal’ que contará com a actuação ao vivo de vários artistas.

Concurso de Quadras Populares com prémios da Cidadela Electrónica

O Correio do Minho está a promover, mais uma vez, o Concurso de Quadras Populares de São João. O prazo para recepção das quadras termina a 15 de Junho, às 18 horas.
As quadras devem incluir sempre a palavra ‘Braga’ e o tema genérico São João. As melhores serão premiadas com ofertas ‘Cidadela Electrónica’: um frigorífico de duas portas para o primeiro prémio; uma máquina de lavar roupa para o 2.º prémio; e um microondas para o terceiro classificado. A entrega dos prémios decorrerá a 23 de Junho, pelas 19 horas, no decorrer do grande espectáculo ‘O S. João da Antena Minho e Correio do Minho’, na Avenida Central.

06-06-2012 - Correio do Minho

“Festival é balão de oxigénio para os artistas”

A música popular portuguesa esteve em destaque nas festas de S. João. Pelo segundo ano consecutivo a rádio ‘Antena Minho’ e o jornal ‘Correio do Minho’ promoveram, na passada quarta-feira, um festival, que contou com a presença de 21 artistas e grupos bem conhecidos da praça. Nos últimos dias, o ‘Correio do Minho’ tem dado voz aos cantores que estiveram em palco. Ficam aqui os testemunhos de Carlos Soutelo, Jonhy Abreu, Zé Amaro e Nel Monteiro.


Carlos Soutelo, que já participou no festival do ano passado, começou por elogiar o “fantástico trabalho” desenvolvido pela rádio e pelo jornal na promoção e divulgação da música portuguesa. “Esta é a essência dos artistas do Minho e este festival é o número um para tirar as pessoas da tristeza em que Portugal está mergulhado e as pessoas saíram de casa para vir cantar e esquecer um pouco a crise”, referiu o cantor, no fim da actuação.
Já Jonhy Abreu, um dos artistas muito esperado na festa, subiu ao palco e encantou. A noite já se aproximava e a Avenida Central estava repleta de público.


“Não é artista quem quer, mas quem o público elege”

O jovem, que também já participou no festival do ano passado, admitiu que “fazem falta este tipo de espectáculos e ainda bem que a ‘Antena Minho’ e o ‘Correio do Minho’ ajudam a promo- ver e a divulgar a música portuguesa”. E Jonhy Abreu foi mais longe: “este festival é assim uma espécie de balão de oxigénio para todos os artistas presentes”.
O ‘momento alto’ e mais esperado da festa da rádio e do jornal foi a subida ao palco de Zé Amaro. Já durante toda a tarde, os inúmeros fãs esperavam ansiosamente pela chegada do cantor.

O jovem que brindou o público com três múicas do novo CD, que foi lançado há um mês e já é disco de ouro. Sobre o sucesso tão rápido, Zé Amaro confessou que “o essencial é respeitar o público e acima de tudo a aposta no tipo de música sertaneja, com mistura do country e portuguesa”. E Zé Amaro foi peremptório: “não é artista quem quer, mas sim quem o público elege, por isso, tenho tido este sucesso”.

O facto de ter viajado por todo o mundo, ajudou, também, na consolidação do projecto artístico. “Tenho a agenda repleta até Novembro e isso é fruto de muito trabalho”, confessou.
Sobre o festival, o jovem cantor admitiu ser “o oxigénio para muitos artistas que precisam de ajuda para promover a música e o trabalho que realizam”.

E, antes, da festa ‘O S. João da Antena Minho e do Correio do Minho’ terminar
subiu ao palco Nel Monteiro. Já passavam das 22,30 horas da passada quarta-feira e com a Avenida Central repleta de público, que o artista cantou dois dos seus maiores sucessos: ‘24 Rosas’ e ‘Beijinhos na praia’. O cantor, que também marcou presença no festival do ano passado, fechou a edição deste ano em grande com o público a cantar em uníssono.
Festival foi um hino à música portuguesa durante quase sete horas.


Uma festa com muitos apoios

‘O S. João da Antena Minho e do Correio do Minho’, que se realizou na passada quarta-feira na Avenida Central, só foi possível com a colaboração de muitas empresas, que habitualmente já estão de “mãos dadas” com a rádio e o jornal na promoção e rea- lização de outras iniciativas.
Rui Aparício, director do Pingo Doce do Braga Parque, não faltou à festa. “Sempre apostámos num relacionamento muito próximo com a comunidade”, começou por justificar aquele responsável, salientando o facto dessa “ser a política induzida e fomentada por todo o grupo da Jerónimo Martins”.

Sobre o espectáculo, que durou quase sete horas e contou com 21 artistas e grupos, Rui Aparício elogiou o trabalho desenvolvido pela rádio e pelo jornal. “Faz todo o sentido fazer uma iniciativa deste gé- nero, já que também vai no sentido de promover Portugal”, defendeu o director, admitindo que a festa estava a ser “muito interessante e a ter em conta as pessoas que estão a assistir é sinal que a mensagem passa”.

Outro dos presentes no festival da rádio e do jornal foi o proprietário da Cidadela Electrónica, patrocinador oficial do ‘Concurso de Quadras Populares de S. João’, promovido pelo jornal ‘Correio do Minho’. Os vencedores levaram para casa um frigorífico, uma máquina de lavar roupa e um micro-ondas, marca Boch. “A nossa empresa sempe esteve muito próxima das pessoas e muitos anos que colabora com a festa de S. João”, confessou José Araújo, assegurando que a Cidadela Electrónica “é uma empresa de qualidade e não podia deixar de oferecer prémios de qualidade”.
Sobre o espectáculo, o proprietário condiserou “muito importante, porque traz muita gente ao S. João e faz falar da festa”.

O som do espectáculo ficou a cargo da Clavichorde - Instrumentos e Produções Musicais Lda, uma empresa especializada na comercialização e aluguer de instrumentos musicais, equipamentos de luz e som profissional e na produção de espectáculos. Alguns dos técnicos da empresa estiveram responsáveis pelo festival, como já têm estado noutras iniciativas da rádio e do jornal.

26-06-11 - Correio do Minho

S. João


da Braga que eu gosto

25-01-11 - FOTO-RATINHO

São João: Milhares assistiram ao cortejo dos carros

Centro da cidade. São perto das nove da manhã. Já se ouvem as bandas filarmónicas a tocar Rua do souto acima em direcção aos palcos da Avenida Central. As pessoas seguem apressadas e parecem ter todas o mesmo destino: o largo de São João do Souto, ponto de partida para o tradicional cortejo dos carros das Ervas (ou Cheiros), do Rei David e Dos Pastores.


Este cortejo é um dos momentos mais apreciados pelos bracarenses. Apesar da noitada ter sido longa, milhares de pessoas juntam-se logo ao início da manhã para assistir a um evento que começa com a exibição da Dança Palaciana pelo Rei David, seguindo-se a interpretação do Auto Sacramental de São João, pelos Pastores.
Feita a primeira exibição no Largo de São João do Souto, o cortejo seguiu para o topo da Avenida da Liberdade, onde os Carros procedem a nova apresentação em frente ao edifício do Turismo.
E ontem foram milhares as pessoas que se juntaram junto ao Turismo para assistir ao evento. Este terá sido, nos últimos anos, o cortejo dos Carros que mais gente juntou no centro da cidade. Do centro da cidade os carros seguiram pelas principais ruas do centro histórico da cidade. Estas representação medievais são ímpares e tradicionais nas seculares Festas de São João de Braga.


Um rasto de ervas de cheiro

A abrir o cortejo ia como sempre o carro das ervas. Mais uma vez, Manuel Carneiro, “funcionário da Câmara Municipal de Braga há trinta anos”, assumiu o papel de lançar as ervas, abrindo caminho ao cortejo.
“Já ando nisto há 18 anos e faço-o com muito gosto”, contou ao ‘Correio do Minho’.
Cidreira, loureiro, alecrim, laranjeira e erva doce foram algumas das ervas lançadas deste carro. “Foram colhidas no horto da câmara e também em alguns campos do concelho”, revelou Manuel Carneiro.
Seguiu-se o Carro do Rei David, personagem que há muitos anos é encarnada Alberto Nogueira, papel que já foi desempenhado pelo seu pai e pelo seu irmão mais velho.
Um dos carros mais apreciados é o dos Pastores, pois as crianças são sempre muito aplaudidas na sua interpretação do Auto Sacramental de São João.
Este ano, o São João foi interpretado pelo Francisco, de três anos de idade, que fez a sua estreia neste evento.
No carro iam 22 crianças, dos três aos 12 anos de idade. E estavam muito bem ensaiados, mostrando que houve m
uito trabalho para que neste dia tudo corresse na perfeição. Foi Elisabete Gonçalves quem os ensaiou.
“Os ensaios começaram a 3 de Maio e foram intensificados nas últimas semanas”, revelou a ensaiadora ao ‘CM’, adiantando que algumas das crianças já são repetentes, mas outras participam pela primeira vez.
Elisabete Gonçalves ajuda assim a dar continuidade a uma tradição em que participou na sua infância. “Eu também participei, durante 11 anos, neste carro. Fui anjo e também pastor”, revelou.


Bracarenses são fiéis à tradição

Da varanda do Posto de Turismo foi possível apreciar o topo Norte da Avenida da Liberdade completamente apinhado de gente para ver passar o cortejo e assistir às representações medievais ímpares e tradicionais das seculares Festas de São João de Braga.
Vasco Gomes, de São Vicente, é um dos que todos os anos não perdem este momento. Gosta sobretudo “de ver o carro das criancinhas e de ouvir cantar o anjo”. Aprecia igualmente a Dança Palaciana do Rei David “apesar de ser sempre igual”.
Também não há noitada que afaste Maria Sequeira deste desfile. “Eu sei que o cortejo dura o dia inteiro, mas gosto sempre de ver os Pastores no início. Logo, na procissão, as crianças já estão cansadas de andar o dia todo em cima do carro”, disse ao ‘Correio do Minho’.
Quem também se deitou tarde foi Amaro Soares Lopes. “Estivemos numa sardinhada em casa de uns amigos até às tantas da manhã, mas já é tradição virmos aqui ver o carro dos Pastores. Vemos aqui (no Largo de S. João do Souto) e também vamos ao Turismo. Dali, vamos para o Parque da Ponte para assistirmos à missa”, disse, acompanhado pela esposa.


Após a eucaristia, o casal pretendia almoçar “nas barraquinhas”. Ao final da tarde, o destino seria a Sé Catedral para ver sair a Procissão dos Santos do Mês de Junho.
De surpresa foi apanhado John, um turista inglês que estava bastante curioso para saber o motivo pelo qual tanta gente estava junta no mesmo local. Depois de ter obtido resposta, confessou-nos que ficou surpreendido com o cortejo das rusgas na noite anterior, sobretudo com o facto de andar toda a gente a dar com martelinhos na cabeça de quem passava. “Gostei muito de Braga e desta festa”, confessou ao ‘Correio do Minho’.

25-06-11 - Correio do Minho

Um enorme hino às festas de S. João

A animação do público foi a resposta ao espectáculo recheado de boa música portuguesa e, claro, muita boa disposição. Os cantores mostraram o que valem e o público respondeu cantando, dançando e acarinhando com palmas e muito carinho. Do Canário e Amigos, passando pelo Jonhy Abreu e até o Zé Amaro e Nel Monteiro, o povo não se cansou de dançar e das 16 até para lá das 22.30 horas ninguém arredou pé.


Manuela Barros, locutora da rádio ‘Antena Minho’, foi a apresentadora do grande espectáculo de música que aconteceu durante o dia de ontem na Avenida Central. Logo no início do espectáculo, pouco tempo depois das 16 horas, Manuela Barros já prometia muita música de 21 cantores e grupos bem populares da nossa praça.
O espectáculo começou com a prata da casa. Alberto Lamego, bracarense, lançou em Maio passado o trabalho ‘Sonho’, que tem 15 músicas, sendo algumas delas músicas de sua autoria. Alberto Lamego brindou o público com as músicas ‘Bar e Cabaré’, ‘Mãezinha, tu partiste’ e ‘Oh Braga, oh Braga’.


Sem deixar arrefecer o público, entrou logo em palco o fadista Vista Fina. O fado foi rei por alguns momentos com os temas ‘Mamãe’ de Oliveira Muge, ‘Canoas do Tejo’ de Carlos do Carmo’ e ‘Bela Portuguesa’ do grupo Diapasão.
De seguida, foi a vez de Rui Santos pôr a saltar o público que já tinha invadido a Avenida Central. Com o tema “Quem será o pai da criança’, Rui Santos pôs de imediato o público aos saltos e a cantar. Uma rapsódia dos principais clubes portugueses e, claro, como não podia deixar de ser, o tema mais conhecido ‘É golo, é golo o Braga’ fizeram parte do reportório do músico.


A festa e animação continuaram e não podia deixar de subir ao palco Augusto Canário e os Amigos. As concertinas passaram a ser as ‘rainhas’ da tarde. ‘Popó da namorada’, ‘Cuecinha fio denttal’, e uma desgarrada alusiva às festas de S. João, com a voz de Canário e Nati, foram os ‘mimos’ que deixaram o público a saltar. “Tínhamos que estar presentes para estar junto das pessoas que nos acarinham e da rádio que divulga a nossa música”, justificou Augusto Canário, no final do ‘mini concerto’ na Avenida Central, louvando o facto de “muitas pessoas andarem quilómetros e quilómetros para assistirem ao espectáculo”.
Hélder Baptista foi o artista que se seguiu. Muita concertina, muita música e dança para todos. Hélder conquistou de imediato o muito público presente na festa e fez com que alguns fãs respondessem cantando as músicas do artista. ‘Meninas do nosso Minho’, ‘Melro preto cantou’, e’Coça na minha cabecinha’ deixaram o público a cantar e a dançar. “Correu muito bem. As pessoas já conhecem as músicas e participam”, contou o jovem cantor.
O palco foi ocupado, entretanto, por Rui Nova. Ainda não eram 18 horas e a Avenida Central estava repleta de povo. ‘Tributo a Carlos Paião’, ‘Mika portuguesa’ e ‘Uma canção a Cid’ foram as três músicas que Rui Nova escolheu para brindar o público. “Foi um prazer imenso estar novamente nesta festa”, começou por sublinhar Rui Nova. E acrescentou: “já participei no festival do ano passado e adorei, por isso, disse logo que sim”.


O palco foi de Élvio Santiago. No palco e fora dele. Élvio passou a tarde a dar autógrafos e admitiu que se sentia “muito feliz”. “Sinto-me na obrigação e no dever de estar aqui. As rádios precisam de nós e os artistas das rádios”, frisou. ‘Sou jovem (sei que posso amar)’ e ‘O teu beijo louco’ foram os dois temas do novo single que o jovem cantor apresentou ontem aos presentes e a todos aqueles que ouviram em directo a rádio ‘Antena Minho’. Mas não abandonou o palco sem cantar o famoso tema ‘Vou-te excluir no meu orkut’.
António Albarnaz foi o cantor que se seguiu com os temas ‘Ó patroa’, ‘Senhora de Almortão’ e um medley.
Com sotaque brasileiro, Daniel Carlini subiu ao palco e cantou para os muitos bracarenses e não só as músicas ‘Quadros Soltos’, ‘Estou no meio’ e ‘Eu fui a um baile’.
Maria Celeste e Carlos Ribeiro voltaram a levar as concertinas para o palco. ‘Não há dinheiro’, ‘Sou portuguesa’, ‘Noite de farra’, Mãe, a mais linda rosa’ e ‘Dom da Desgarrada’ foram as músicas cantadas pelo duo.
Rui Fontelas foi o cantor que continuou a animar o festival da rádio e do jornal. ‘Salta aí’, ‘Implora’ e ‘Agora é que vai ser’ foram as músicas escolhidas por este artista. “Esta é uma boa forma de dar nome aos artistas e promover a música portuguesa e popular”, frisou aquele artista.


Zé Amaro foi o mais esperado

A festa na Avenida Central continuou até para além das 22.30 horas.
O mais jovem cantor David Kaun subiu ao palco já na hora de jantar. ‘Teus olhos de mel’, ‘Mas não é pecado amar’ e ‘Le- var-te ao paraíso e sonhar’ foram os temas escolhidos pelo jovem que fazem parte do primeiro CD do jovem, que foi apresentado na semana passada em Londres.
O 13.º cantor a subir ao palco foi Alexandre Faria. Presente no festival do ano passado, o cantor apresentou, este ano, três temas bem conhecidos do público: ‘Eu quero namorar’, ‘Champanhe para esquecer’ e ‘Cartas na mesa’.
Tó Fernando foi o cantor seguinte. O fundador do grupo Xystema Show decidiu concretizar o sonho de cantar a solo e, ontem, animou os presentes com os temas ‘Não vale a pena’ e ‘Vidas escuras’.
‘Quero ir a Braga’, ‘No cimo do monte’, ‘Marcha de Santo António’ e ‘Oh Bininha’ foram as músicas que o grupo Juliana e Sameiro brindou o público.


A festa continuou com ‘Os Amigos de Sobreposta’. As concertinas voltaram a tomar conta da festa. ‘Quadros soltos’, ‘Estou no meio’ e ‘Eu fui a um baile’ foram os êxitos que o grupo de Braga levou ao festival da rádio e do jornal.
O jovem Jorge Amado animou a noite. ‘Ela engravidou’, ‘Volta para casa’, ‘Ela chora, chora’, ‘Barco de papel’ e ‘Bicho Bom’ foram os temas que o cantor encantou o público presente.
‘Limoeiro do amor’, ‘Mete-me aqui vizinho’, ‘Madalena, oh Madalena’ e ‘Chora, chora, chora’ foram os êxitos que Carlos Soutelo decidiu cantar em palco e o público respondeu com muita dança e, claro, palmas.
Já na recta final da festa, Jonhy Abreu subiu ao palco, tal como no festival do ano passado, e cantou ‘Quero voltar’, ‘A culpa é da crise’, ‘Dina’ e ‘Por causa daquele beijo’.
A festa continuou com o artista mais esperado do espectáculo: Zé Amaro. O jovem cantou três músicas novas do novo trabalho, que apesar de ter sido lançado há pouco tempo, já é platina. Além disso, os inúmeros fãs tiveram, ainda, oportunidade de ouvir os temas conhecidos ‘A Linguaruda’ e a ‘Fusquinha da Vizinha’.
O cantor Nel Monteiro encerrou o espectáculo deste ano da rádio e do jornal com os temas ‘24 Amores’ e ‘Beijinhos na praia’.

23-06-11 - Correio do Minho

S. João da pequenada reuniu mil crianças

Cerca de mil crianças de nove IPSS do concelho de Braga que integram o Grupo Unisol — Unidas na Solidariedade desfilaram ontem pelo centro da cidade, naquele que é um dos mais bonitos momentos das festas sanjoaninas.


A Praça do Município voltou a ser o ponto de partida deste ‘S. João da Pequenada’. A ‘sala de visitas’ do concelho ganhou assim um colorido e uma alegria que contagiou quem por lá passava e quem lá se dirigiu expressamente para ver este cortejo. E foram muitos os familiares que acompanharam o desfile até à zona da Arcada.

De amarelo, os elementos do Grupo de Bombos do Centro Novais e Sousa abriram o desfile e marcaram o ritmo do cortejo.
No primeiro carro alegórico, as crianças do Centro de Solidariedade da Sagrada Família mostraram o amor pela cidade, recriando o seu brasão e decorando o carro de branco e azul, os mesmos tons dos trajes envergados pelos mais pequenos.

Seguiu-se a Associação da Creche de Braga, que participou com um dos grupos mais numerosos de crianças. Os mais pequenos recriaram o ambiente das marchas populares.
O Infantário de Santa Ana foi o terceiro a desfilar e os seus meninos mostraram uma animação contagiante.

Seguiu-se o Centro de Solidariedade da Imaculada Conceição, que no seu carro alegórico levou um menino a fazer de S. João com uma pequena ovelha na mão. O seu grupo de percussão, muito bem ensaiado, marcou o ritmo deste cortejo.
Muito engraçadas estavam também as crianças do patronato Nossa Senhora da Torre, da Sé, que logo a abrir apresentou um grupo ‘barulhento’ a tocar pequenas gaitinhas de plástico. Foi animação total.

Em sexto lugar desfilou o Centro Social da Paróquia de S. Pedro de Lomar, que como tem sido tradição abriu o seu desfile com o carro que transportava os meninos da creche, todos eles vestidos de S. João.
Já o Patronato de Nossa Senhora da Luz apresentou as suas crianças todas vestidas de vendedores. Estavam um mimo!

O Externato Paulo VI desfilou em penúltimo lugar, mas deu nas vistas pelas iguarias que recriou para vestir as crianças: rebuçados, gelados e outros doces, recriados em tamanho gigante.
O Centro Social da paróquia de Ferreiros foi o último a desfilar, também com as crianças vestidas com trajes das marchas populares.
A Equipa Espiral encerrou o cortejo.


Patronato da Torre desfilou com 150 crianças

Os cerca de 150 alunos das seis salas do ensino pré-escolar do Patronato Nossa Senhora da Torre, na Sé, participaram todos neste ‘S. João da Pequenada’. A sala da educadora Sandra Macedo apresentou-se de forma muito original, como se pode ver pela imagem:
“o tema do nosso desfile é a música e todos eles vêm vestidos de acordo com ele”, explicou a educadora. Sandra Macedo referiu ainda que todo o trabalho foi realizado pelas crianças, que aproveitaram materiais já existentes para fazer os trajes. “Esta é também uma forma de elas terem consciência da necessidade de se reaproveitar materiais. A ideia é sermos inovadores, mas sem despesas acr
escidas e gastos materiais”, explicou.


Centro Social de Ferreiros privilegiou reciclagem

As flores foi o tema do carro do Centro Social da Paróquia de Ferreiros. Anabela Loureiro explicou que a instituição aproveitou para abordar com as crianças a questão da reciclagem e para isso as garrafas de água vazias foi a principal matéria-prima com que as crianças trabalharam.
“Utilizámos centenas de garrafas de água vazias, que cortámos e pintámos para fazer as flores”, explicou a educadora Anabela Loureiro. O resultado esteve à vista: magnífico e muito aplaudido.
Esta instituição participou no desfile com 72 crianças do jardim-de-infância.


Grupo Unisol mostrou trabalho à comunidade

A iniciativa ‘S. João da Pequenada’, à semelhança do que acontece também com o desfile de Carnaval, é uma forma das instituições que integram o Grupo Unisol — Unidas na Solidariedade mostrarem à comunidade algum do trabalho que desenvolvem dentro de portas.
Este ano coube ao Centro Social da Paróquia de São Pedro de Lomar organizar o desfile que ontem percorreu o centro da cidade.

Luísa Costa, a coordenadora, realçou ainda, em declarações ao ‘Correio do Minho’, que esta é também uma forma das próprias instituições que integram o Grupo Unisol trocarem experiências e conviverem.
“Este desfile é o culminar de um trabalho que já começou em Setembro. No início do ano lectivo, as instituições que integram o Grupo Unisol juntam-se e planificam aquilo que pretendem fazer”, explicou.
Este ano, além deste desfile e do de Carnaval, estas IPSS juntaram também as suas crianças para uma mega-comemoração por ocasião do Dia Mundial da Criança.


Externato Paulo VI: a instituição mais doce

‘Doces’ foi o tema do desfile dos alunos do ensino pré-escolar do Externato Paulo VI. O carro alegórico que transportava os meninos mais pequenos foi todo decorado com rebuçados, gelados, pipocas e outras iguarias em tamanho gigante. Também os trajes das outras crianças mostravam detalhes que remetiam para o mundo das guloseimas. A educadora Cidália Marcos revelou que também as quatro salas de jardim-de-infância do externato foram decorados com o mesmo tema para esta época.
O Paulo XVI levou ao ‘S. João da Pequenada’ 105 crianças.

Patronato Nossa Senhora da Luz: ‘vendedores’ fizeram muito sucesso

Foi de vendedores que se vestiram as cem crianças que frequentam o jardim-de-infância e o ATL do Patronato Nossa Senhora da Luz. A educadora Sofia Cunhal explicou que a instituição está a trabalhar um projecto sobre artes e que este ano está a ser dado ênfase à dramatização. Assim, os meninos vestiram a personagem de vendedores e cada um deles transportou um cesto com produtos alusivos às festas populares. “Eles estão a vender coisas típicas do São João, como sardinhas, manjericos, balões, algodão doce, pão, pipocas, entre outras”. A educadora realçou que para os mais pequenos este desfile “é uma festa”.

21-06-11 - Correio do Minho

Multidão aplaudiu gigantones ( c/ video )

O XXII Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos de Braga, organizado pela Associação Ida e Volta, provou ontem, mais uma vez, porque merece o estatuto de ser um dos mais emblemáticos eventos do programa oficial das Festas de São João. Milhares de pessoas rumaram ao centro da cidade para assistir a um desfile marcado por muita animação, cor e percussão.


Entre gigantones, cabeçudos, zés p’reiras, gaiteiros e foliões foram certamente mais de mil, na sua maioria jovens e crianças, as pessoas que integram o desfile que mais uma vez começou na Rua D. Diogo de Sousa e percorreu o centro da cidade.

Entre os grupos presentes, este ano notou-se uma forte participação de grupos espanhóis. Além das tradicionais gaitas de foles, os espanhóis brindaram-nos também com os seus gigantones bem diferentes dos portugueses.
Enquanto que os nossos cabe-çudos podem ser descritos como mais populares, talvez até um pouco ‘toscos’, os gigantones do país vizinhos são mais aprumados, bem arranjados e menos foliões.

Nos claustros do Largo do Paço, por exemplo, o grupo ‘AC Tradicion Música Popular’, de Zamora, deu um verdadeiro espectáculo de música espanhola e cativou algumas centenas de pessoas que ali procuravam abrigar-se do sol enquanto o cortejo não começava.

Também no Largo do Paço, mas noutra extremidade, os Bomboémia faziam-se notar de cor-de-laranja e dando um espectáculo de percussão que era apreciado sobretudo por elementos dos emblemáticos Tocarufar.
As actuações aconteciam em todos os cantos e esquinas, numa espécie de ensaio geral para um desfile que, mais uma vez, ficou marcado pelo deleite do público.

Desfile muito animado

Pontualmente, o desfile começou às quatro e meia da tarde, como estava previsto.
A Ida e Volta, entidade organizadora, levou certamente o maior número de gigantones e cabeçudos, mas houve outros grupos que se destacaram, como o Grupo de Bombos do Centro D. João Novais e Sousa, onde jovens especiais dão lições de vida e mostram como para eles a percussão não tem segredos.

Destaque ainda para o grupo da Escola Secundária Sá de Miranda, que além dos tradicionais instrumentos de percussão, fez também desfilar cabeçudos que representavam as figuras da Disney. Estavam lá todos: Mickey, Pateta, Donald e companhia.
Esta é também uma oportunidade para que as muitas escolas que têm grupos de percussão mostrem o resultado de um ano lectivo de trabalho.
Um dos maiores grupos escolares a desfilar foi o dos alunos da Alfacoop —Externato Infante D. Henrique de Ruilhe, que actuou de forma irrepreensível.

No final ficou a certeza de que a adesão do público justifica plenamente que este evento regresse para o ano. Está provado que é um dos maiores eventos do São João de Braga, mas a iniciativa da Associação Ida e Volta é também um dos mais importantes encontros do género a acontecer em território nacional e mesmo a nível internacional não deve haver muitos com esta dimensão.


‘A Bogalha’ apresentou-se com 80 crianças

Com 80 crianças do jardim-de-infância e ATL, a Associação ‘A Bogalha’ foi um dos maiores grupos a integrar o desfile de ontem. Elisabete Dinis, a directora técnica, realçou que os cabeçudos foram feitos pelas crianças nos ateliês de artes plásticas e que os alunos que tocavam instrumentos integram o ‘Bombogalha’, o grupo de percussão que já tem tradição em marcar presença nesta iniciativa. De realçar ainda que os pais aderiram muito bem a esta participação e faziam parte da franja de público mais entusiasmada com o desfile.


EB 1 de S. João do Souto também desfilou

Quarenta alunos da EB 1 de S. João do Souto também participaram neste encontro, levando com eles o gigantone do padre António Vieira. “Eles participam todos os anos e adoram. Para esta participação, no último mês e meio intensificaram os ensaios. Estão bem treinados e vão fazer uma boa actuação”, disse Luís Moniz, presidente da Associação de Pais.

‘Bombart’ e ‘Bombo Mágico’: percussão de Panoias

Esta foi a primeira vez que os ‘Bombart’ participaram neste encontro. O grupo foi criado em Outubro com o objectivo de dar seguimento ao ‘Bombo Mágico’, projecto que reúne crianças da escola local. &ldq
uo;Começamos em Outubro e já fizemos algumas exibições. Participamos, por exemplo, na Braga Romana, mas este é, de facto, o evento mais emblemático da percussão, por isso para nós é especial estar aqui”, contou-nos Isidoro Gomes. Os ‘Bombart’ marcaram presença com 13 elementos e actuaram com as 26 crianças do ‘Bombo Mágico’.


Encontro de Gigantones contribui para reforçar Braga como produto turístico

É uma cerimónia sempre simbólica mas muito significativa. Onde se fala português, se ouve espanhol e, este ano, até se poderia ter ouvido um travo de sotaque açoriano. É a recepção aos participantes no XXII Encontro Internacional de Gigantones e Cabeçudos de Braga no salão nobre dos Paços do Concelho.

A anteceder a grande festa da tarde pelas ruas do centro histórico de Braga. Mais uma vez o intercâmbio proporcionado por este Encontro Internacional veio ao de cima e foi realçado, na certeza de que este evento é uma mais-valia para a preservação do património e da riqueza cultural de Braga e da região. José Freitas, pela Associação Ida e Volta (a entidade organizadora), Vítor Dias, responsável do Instituto Português da Juventude, e Victor Sousa, presidente da Associação de Festas, destacaram “os valores da nossa raiz popular e tradicional” evidenciados através deste evento, que “contribuem com a sua extrema genuinidade, para engrandecer ainda mais o S. João de Braga como um excelente produto turístico”.

Por outro lado, foi evidenciado “o valioso contributo que este encontro tem vindo a registar, ao longo dos anos, em termos de captação de novas potencialidades e envolvência de outras pessoas, nomeadamente no que diz respeito aos mais novos e às escolas”. O presidente da Associação de Festas de São João e também vice-presidente da câmara municipal, lembrou ainda que com este encontro, Braga tem “a marca bem visível do que é uma das grandes tradições, a nossa cultura e a nossa alegria” e evidenciou “a importância das várias parcerias que é possível estabelecer para a concretização de um evento tão importante a nível internacional como este”.


Concentração juntou cinquenta 2CV

Cinquenta exemplares dos míticos Citroën 2CV concentraram-se ontem durante a manhã na Praça da República, em Braga. A iniciativa integrou o programa das comemorações do sexto aniversário da Bicavalaria do Minho, iniciativa inserida no programa oficial das Festas de São João.
Entre os veículos presentes, destaque para um 2CV de 1955, apontado como sendo o mais antigo em circulação no país.
Outro veículo raro presente nesta concentração foi a carrinha do presidente da Direcção, Fernando Cardoso, uma AZU de 1963. “Sei que há outro exemplar aqui na região, mas no país são muito poucas”, referiu.

Após a concentração, os participantes reuniram-se num almoço de confraternização.
O programa comemorativo do sexto aniversário da Bicavalaria arrancou na sexta-feira à noite, com a recepção aos convidados portugueses e espanhóis.
No sábado, o dia foi dedicado a Fafe, localidade onde os associados e convidados da Bicavalaria foram”extremamente bem recebidos”, afirmou Fernando Cardoso. Em todos os aniversários, este clube de 2CV dedica um dia à descoberta da região.


Carros antigos e clássicos deslumbraram

Ontem foi um dia em grande para os amantes de emblemáticos. De um lado do chafariz da Arcada estiveram os 2CV e do outro concentraram-se 36 exemplares de carros clássicos e antigos que fizeram um sucesso tremendo entre quem andava pelo centro da cidade.
Como é tradição, o Clube Automóvel Antigo e Clássico de Braga também realizou ontem o seu Passeio de S. João, iniciativa que conta já 14 edições. Este ano foram 36 os exemplares presentes e era difícil escolher o mais bonito.

“Temos aqui carros das décadas de 20, 30, 40, 50, 60 e grosso deles da década de 70”, contou o presidente da Associação, António José Santos, ao ‘CM’.
Entre os veículos expostos, o mais antigo era um Citroën de 1928.
António José Santos assume que os carros antigos e clássicos são uma paixão. No seu caso, este gosto surgiu quando o pai lhe deu um carro antigo.
Após a concentração, os carros saíram em passeio até Esposen-de, onde prosseguiu o convívio.

20-06-11 - Correio do Minho

= = = = = = = = = = = = = = =

S.João de Braga 2011 Desfile de Gigantones e Cabeçudos


19-06-11 - Tvminho

Crise reduz venda ambulante no S. João

Victor Sousa revela que a Entidade Regional de Turismo Porto e Norte de Portugal e a Associação Comercial de Braga serão convidadas a integrar a Associação de Festas de S. João. A crise não passa ao lado da grande romaria bracarense: o presidente da associação constata uma redução significativa do número de vendedores ambulantes.


P - Este ano, a novidade das festas de S.João são mais dois dias que se acrescentam ao programa habitual.
R - Exacto. As festas normalmente terminam no dia 24 de Junho. Este ano o calendário é atípico porque o dia 23 é feriado de Corpo de Deus, o dia 24 é feriado municipal de S. João e logo de seguida temos um fim-de-semana para fecharmos as festas. Isto traz alguma alteração à tradição do espectáculo de fecho das últimas 16 edições, no estádio 1º de Maio, com fogo-de-artifício. Por esta questão de calendário, não vamos realizar esse espectáculo, decisão que se prende também com o período que vivemos. Optámos por um S. João diferente, mais económico

P - O facto de o programa se prolongar no tempo não leva a que os custos aumentem?
R - Prolongar o programa até ao dia 26 obriga-nos a ter mais alguns espectáculos, mas devemos ter em atenção que o tipo de espectáculos que o S. João leva ao encerramento das festas começou a ganhar relevo em termos de produção e de custos, o que nos obrigou a criar bilheteira. Este ano entendemos que, tirando o dia 23, não haveria espectáculos com bilheteira.

P - A Associação de Festas tem um orçamento inferior em 90 mil euros relativamente ao ano passado. Poderia ser mal interpretado assumir gastos com esse festival de encerramento?
R - É uma questão de credibilidade de quem organiza espectáculos desta natureza. Hoje, a Associação de Festas de S. João é uma estrutura que vai para além da carolice de um conjunto de pessoas que se esforçavam durante o ano inteiro para angariar receitas e donativos. Hoje, felizmente, temos uma estrutura com personalidade jurídica, com responsabilidade administrativa e fiscal, que tem de responder perante compromissos que assume no quadro da organização das festas. Presido à associação há 16 anos e chego sempre ao fim das festas com as contas equilibradas e sem dívidas. A estrutura financeira assenta no apoio de 40 mil euros da Câmara de Braga. São 40 mil euros desde que eu estou na Associação de Festas de S. João, porque entendo que esta existe para, de uma forma criativa, gerar receitas.

P - Que passam sobretudo pelo aluguer de espaços de venda ambulante...
R - Que são os patrocínios e os espaços de venda ambulante. Estes são um apoio indirecto do município.

P - A actual crise económica afectou essa componente da receita?
R - Essa é que é a grande questão que se levanta em relação à organização deste ano. Como é visível nesta altura, as avenidas Central e da Liberdade estão muito menos ocupadas. Até à data de hoje, estamos com uma diminuição de vendedores ambulantes na ordem dos 30 a 40 por cento em relação ao ano passado.

P - Não baixaram os preços?
R - Não baixámos porque há muitos anos que não subimos. O facto é que, conforme eu previa, é que houve um decréscimo grande num canal de receita importante para a estrutura financeira da Associação de Festas. Mesmo assim, continuamos a apresentar um programa muito vasto, acima de tudo um programa que me regozija bastante, porque não é um programa da Associação de Festas, mas um programa de Braga. Cada vez mais, temos um conjunto de associações e instituições que prestam homenagem ao S.João, que se aproveitam deste programa e deste espaço para mostrar aquilo que de importante fazem durante o ano.

Cartaz das festas promove sustentabilidade ambiental


P - Algumas pessoas estranham o girassol como motivo das decorações do S.João.
R - Este ano aproveitei a oportunidade do S. João para enaltecer e validar um dos aspectos que considero importante na vida em meio urbana: a sustentabilidade ambiental. O cartaz reflecte isso. Acho importante que as pessoas achem estranho. Essa é a forma de termos retorno da mensagem que queremos difundir. Braga é uma das cidades que tem tido preocupações ambientais. Fizemos apostas significativas que passam, muitas vezes, desapercebidas ao comum dos cidadãos. Designadamente na área dos transportes públicos com recurso a energias alternativas. Braga é uma das cidades integradas na rede de mobilidade eléctrica com 16 postos de abastecimento espalhados pela cidade. É uma cidade limpa com recolha de lixo diária e que tem feito um esforço significativo na estrutura relacionada com o meio ambiente. Estes são factores que entendemos que devem ser valorizados para sensibilizarmos os nossos concidadãos para a importância de todos contribuirmos para uma cidade sustentável.

P - Desculpe a provocação, mas então seria aconselhável substituir os martelos de plástico pelo alho porro na noite de S.João.
R - Aceito a provocação. Seria mais ecológico, mas deixávamos de ouvir as marteladas (risos).

P - Com as alterações na Avenida da Liberdade, os espaços de venda ambulante diminuiram. Vão ocupar novamente a Avenida da Liberdade com tendas?
R - Sim. Tenho visitado algumas festas populares que assumem um carácter importante sob o ponto de vista socio-económico nas cidades. Em Matosinhos foi-me dado observar a Avenida Brito Capela completamente repleta de vendedores ambulantes. Lá fizeram um esforço significativo de apresentação dos espaços. Nós fomos pioneiros nisso, mas queremos, no próximo ano, requalificar esses espaços, procurando que nunca se perca a tipicidade do arraial minhoto onde o vendedor ambulante faz parte. Fruto também das dificuldades económicas, hoje assistimos muito à venda de um pouco de tudo, a uma verdadeira feira. No decorrer destes anos já tentei ser mais criterioso na selecção dos vendedores, direccionando mais a venda ambulante para o artesanato. Posso dizer que tentei e não fui bem decidido porque verifiquei que, com essa selecção, não iria obter o nível de receita necessária. A realidade é um bocado esta. Eu entendo que a comparticipação financeira que a Câmara dá não representa, nem de longe nem de perto, o restante apoio municipal, quer a nível logístico ou da cedência da ocupação da via pública.

P - Em 2012 Braga vai ser Capital Europeia da Juventude. O S. João, apesar dos constrangimentos de ordem económica, vai-se adaptar a essa realidade?
R - O S. João é, fundamentalmente, uma festa que tem de preservar os valores mais tradicionais, o nosso folclore, a nossa gastronomia. Eu não quero, de forma nenhuma, que o S. João se modernize no sentido de desvirtuar a sua traça. O S. João tem de valer por todo o seu património imaterial, por aquilo que nós estejamos em condições de preservar. Há um esforço muito significativo de, por exemplo, manter a decoração da cidade. A cidade de Braga é única nas ornamentações das suas festas, que é muito sustentada no artesanato. As ornamentações são vivas durante o dia, não se ficam pela iluminação nocturna. É bonito olhar para a Avenida da Liberdade é ver os girassóis sobre os quais as pessoas se interrogam. Há um quadro do S. João que diz muito do que é a preocupação em preservar junto dos mais novos aquilo que é caro nas tradições do Minho: os bombos.Vamos ter este ano, não organizado directamente pela Associação de Festas, mas por uma associação parceira, a ‘Ida e Volta’, o XII Encontro de Gigantones e Cabeçudos. É o maior do país, se não o maior da Península Ibérica. Há um fenómeno neste Encontro que é a percussão. O Encontro já é mais um desfile de grupos de percussão do que propriamente de gigantones. Temos a participar neste desfile camadas jovens e as escolas.
Conseguimos perpetuar nas camadas mais jovens um dos fenómenos mais bonitos da nossa cultura de participação nas festas e de valores culturais que são nossos.

P - Quer dizer que não vai haver grandes alterações no programa das festas de S. João no Ano Europeu da Juventude?
R - Sob o ponto de vista da génese do S. João, não. Vamos manter a tradição. Sob o ponto de vista do programa, vamos procurar que ele seja eclético, com capacidade de atrair os públicos mais jo-vens. Este ano também fazemos uma aposta nesse sentido, no dia 23 de Junho, procurando promover bandas de garagem de Braga já com algum nome na praça. Será um espectáculo na Alameda do Estádio 1.º de Maio só para a malta mais jovem.

P - O que está a defender é que, ao contrário do que muitos possam pensar, manter a matriz do S. João assente nos valores etnográficos da região, consegue cativar as gerações mais novas?
R - Tem de ser um programa eclético para, sob o ponto de vista da vivência, captar os públicos mais jovens e, sob o ponto de vista do produto, ser formatado para vender como produto turístico. Que se constitua como alavanca neste período difícil para o sector do comércio tradicional.

P - Qual é o peso turístico do S. João?
R - Em termos de peso turístico do S. João - e vou falar em termos de dados de visitantes que temos no Posto de Turismo - será o segundo evento da cidade de Braga mais procurado, sendo o primeiro a Semana Santa. O S. João traz muita gente de concelhos vizinhos, que não passam no Posto de Turismo, e a Semana Santa é um fenómeno turístico com muito poder de atracção na Galiza. Sob o ponto de vista turístico, é importante que acha um conjunto de eventos nas cidades médias, bem calendarizados durante o ano e que sejam momentos fortes de atractividade e de promoção da própria cidade e concelho. Braga tem esse conjunto de eventos: S. João, Semana Santa, Mimarte, Braga à Mesa, Braga Romana.

P - O ano passado foi feita uma promoção do S. João em Santiago de Compostela e lançada a ideia de uma divulgação em várias cidades galegas. Isso acabou por não acontecer.
R - Tem acontecido. Na parte da promoção, gostaria de relevar o papel da Entidade Regional de Turismo Porto Norte de Portugal no quadro da sua competência. Este ano servimo-nos da loja da Entidade Regional em Santiago de Compostela para fazer a divulgação do nosso programa. Vamos fazer uma acção, proposta pela Entidade Regional, nas Portas do Sol, em Madrid, com a distribuição dos martelos de S. João. Braga, hoje, fruto dos sucessos no campo desportivo, está na Europa e no Mundo. Vamos também levar a efeito o ‘Movimento Vidal’, proposta também da Entidade Regional de Turismo, através do Facebook, no sentido de promover tudo o que está relacionado com as festas de S. João de Braga e do Porto.

Associação de Festas convida Turismo e Associação Comercial de Braga


P - A Associação de Festas de S.João continua queixosa da falta de cobertura dos grandes meios de comunicação, nomeadamente das televisões?
R - Relativamente às televisões privadas, compreendo que essas opções têm de ser observada em termos de retorno editorial. Já na RTP, televisão pública, tivemos oportunidade de assistir a um dia inteiro de emissão com casamentos e marchas de S. António de Lisboa. Eu reclamo para a minha cidade de Braga, enquanto autarca responsável pela área do Turismo e enquanto responsável pelas festas que na televisão que é paga por todos, os contribuintes bracarenses tenham oportunidade de ver a sua terra promovida. Essa é uma luta minha de há muitos anos, é uma luta de Braga, e eu penso que não podemos baixar os braços. Este ano já desenvolvi um conjunto de contactos a solicitar, como faço sempre, que o S. João de Braga seja também objecto de cobertura televisiva por um meio que é suportado por todos nós. Custa-me muito ver este tipo de discriminação porque não entendo que o contribuinte de Braga seja diferente dos outros.

P - A Associação de Festas mantém a posição de não dar em troca por essa cobertura televisiva?
R - Nós damos um programa.

P - Estou a falar de contrapartidas financeiras.
R - Não temos essa capacidade. Damos é um programa enriquecedor para uma programação televisiva, modéstia à parte.
O Encontro de Gigantones ou a cerimónia de abertura das festas deveriam ser momentos altos de cobertura televisiva que todos os portugueses e todos os minhotos que não estão no Minho gostariam de ver. A RTP tem grandes responsabilidades nesta matéria e Braga deve reclamar sempre a cobertura que lhe é devida neste domínio. Os meios locais são grandes parceiros e permitam-me destacar a segunda edição da festa da Rádio Antena Minho e jornal Correio do Minho.

P - A Associação de Festas de S. João não é um pouco ingénua não recorrendo ao ‘truque’ de chamar figuras públicas e mediáticas?
R - Admito que essa é uma forma de marketing adoptada por marcas e empresas. Nós estamos limitados em termos de orçamento e gostamos muito de sermos genuínos. Fico com muita pena que um meio de comunicação como a RTP, com a capacidade e o estatuto que tem, venha mais atrás de uma figura pública do que atrás de um programa que é o esforço de uma cidade.

P - Qual é a resposta do comércio, restauração e hotelaria às festas de S. João?
R - A resposta é boa. Há compreensão para com o movimento atípico da venda ambulante que representa alguma concorrência ao comércio tradicional.

P - Em tempos bastante recuados, a Associação Comercial de Braga chegou a organizar as festas da cidade. Entende desejável uma parceria mais efectiva dos comerciantes com a Associação de Festas?
R - A parceria institucional na gestão de um concelho deve sempre existir. Estamos abertos. A estrutura da Associação de Festas é constituída por pessoas que estão cá há muito tempo. A Associação tem de abrir-se. A Entidade Regional de Turismo é fundamental que esteja na Associação de Festas, tal como a Asso-ciação Comercial de Braga. Para o ano espero ter novidades em relação a essa questão.

P - Essas entidades vão ser convidadas a integrar a Associação de Festas?
R - Sim.

P - O presidente da Associação Comercial e Braga alertou recentemente para a situação complicada resultante da saída do Hospital do centro da cidade. Como vê o fenómeno?
R - Nós não podemos aferir o fenómeno de uma forma muito crua. Os números podem ser discutíveis. Entendo que o número de 10 mil pessoas que o Hospital de São Marcos movimentaria por dia é exagerado. A mudança do Hospital não deixa de constituir uma preocupação. Agora, esta observação tem de ser feita no quadro do risco da actividade económica.
O agente económico quando faz uma aposta em determinada localização sabe que tem factores de competitividade positiva e factores de competitividade negativa. Eu conheço alguns empresários que já procuraram deslocar a sua actividade para próximo do novo Hospital. Isso faz parte da vida e da estratégia das empresas. Eu penso que a actividade económica daquela zona que vai sofrer mais impacto é a restauração.

P - Embora a responsabilidade da reutilização do conjunto de edifícios do Hospital de São Marcos seja da Misericórdia de Braga, há preocupação por parte da Câmara?
R - Eu não estou habilitado para falar dessa matéria que é um dossiê que está nas mãos do presidente da Câmara. O que posso referir é que é um dossiê que nos é caro e em relação ao qual o presidente da Câmara tem uma grande preocupação. Há um canal de interacção muito grande entre o presidente da Câmara e o provedor da Misericórdia de Braga. Sei que os dois estão a trabalhar em conjunto para que se encontre uma solução com alguma celeridade.

18-06-11 - Correio do Minho