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Barbearia vintage no centenário do Theatro Circo

Barbearia vintage no centenário do Theatro Circo http://blogdbraga.blogspot.pt/

Posted by Blogues Vale Do Cávado on Terça-feira, 28 de Abril de 2015

Senhora vitalidade completou 100 anos


Chegar aos cem anos é uma meta que poucos conseguirão alcançar. Mas completar um século de vida com a vitalidade de Emília Gonçalves de Moura não será com certeza para todos.

Mãe de três filhos, tem quatro netos e três bisnetos e orgulha-se de não depender de ninguém para as suas tarefas diárias.

Natural de Celorico de Basto, vive em Braga há mais de meio século.

Maria Emília tem uma rotina diária, que passa todos os dias pela ida ao café, onde bebe o seu galão duplo, acompanhado de dois pães e não dispensa a leitura dos jornais e, pasme-se, sem precisar de usar óculos. Maria Emília era uma cozinheira de mão cheia, mas agora “vai buscar a comida fora, embora confesse que não tem o mesmo sabor”. Contrariamente a todas as indicações médicas, Maria Emília gosta de comida ‘apurada’ com uma boa pitada de sal.

A sua rotina passa ainda pelo mini-mercado onde faz umas pequenas compras, à padaria e ao café. Histórias não faltam a esta senhora ‘vitalidade’ que recorda alguns momentos da sua vida, com mesma emoção como se estivesse a vivê-los hoje.

No desfiar de muitas histórias, recorda que “matou a fome a muita gente quando vivia em Nogueira, com leite, pão e muita comida”.

Numa passagem pela praia que recorda com saudade, Maria Emília falou-nos de um outro episódio marcante na sua vida, quando um dos filhos resolveu sair do quarto e foi encontrado junto à linha de caminho-de-ferro.“Por milagre, não aconteceu uma desgraça” contou ao ‘Correio do Minho’ Maria Emília que conta esta história vezes sem conta. Motivos não faltam para festejar esta longa data, por isso, a secular Maria Emília foi brindada, ontem , com duas festas: uma pelas amigas e vizinhas no café que costuma frequentar e á noite com a família.

2013-02-08 - Correio do Minho

‘Prata Chapeleiro’ comemorou 103 anos


O chapeleiro mais antigo da cidade de Braga comemorou, no dia de ontem, 103 anos. O segredo para a longevidade, confessou António Costa, encontra-se na “graça de Deus”.

António Costa, também conhecido por ‘Prata Chapeleiro’, recebeu o ‘Correio do Minho’ em sua casa, no dia do seu aniversário, e contou um pouco da sua longa história de vida. Ficou evidente que já passou por mui-to, já viu de tudo um pouco, viveu tempos difíceis, mas hoje garante ser uma pessoa feliz.

Apesar da idade, que não aparenta, António Costa revela sentido de humor, uma memória invejável, e relata com emoção histórias do passado.

Foi com 12 anos que começou a trabalhar na indústria chapeleira, passando pela Fábrica do Taxa, Júlio Lima e Fábrica Social, até aos seus 54 anos, altura em que esta indústria fechou as portas na cidade. “Era um trabalho muito pesado, mas eu gostava”, contou.

Nascido a 17 de Janeiro de 1910, o ‘Prata Chapeleiro’ enfrentou as duas grandes guerras, o período salazarista, mas nos dias de hoje demonstra uma grande alegria de viver.

“Já passei pela fome, pela peste e pela guerra. Erámos 11 irmãos e três deles morreram no mesmo dia vítimas da peste”, lamentou.

A memória não falha a este centenário que relatou alguns dos momentos mais marcantes da sua vida, entre os quais destacou a miséria que viveu na altura da guerra com a Alemanha. “Faltava pão, arroz, batatas, faltava tudo. Os próprios labradores não tinham alimentos, já que estes eram levados para fora do país. Quando pedíamos alguma coisa aos labradores eles respondiam: ‘eu nem para mim o tenho e trabalho nas terras, os fiscais levaram-me tudo’”, recordou.

Contudo, António Costa tem também boas lembranças e foi com saudade e carinho que recordou a falecida esposa. Com Susana, assim se chamava a sua mulher, diz ter sido muito feliz durante os mais de 50 anos que estiveram casados. O casal teve dois filhos, e hoje António Costa tem nove netos, 22 bisnetos e 2 trinetos.

“Fui muito feliz, mas também enfrentei muita pobreza. Não tinha pão, nem dinheiro, mas nunca deixei que os meus filhos passassem fome”, frisou.

A filha Maria, com que António Costa vive actualmente, garante que o centenário ainda é autónomo, e apesar da idade não tem grandes problemas de saúde. “Limpa a louça e varre a cozinha” contou Maria Costa com um sorriso nos lábios.

O ‘Prata Chapeleiro’ fez grandes elogios à filha Maria. “Todos os pais tivessem uns filhos como a minha filha que trata de mim com todo o gosto. Mas eu também não a deixo ficar mal, faço tudo o que posso por ela”, garantiu. Até hoje António Costa continua a usar chapéu, e sempre que o tempo permite vai dar um passeio e encontra-se com os amigos. O mais difícil, confessa, “é subir as escadas”.

“Saudades do passado não tenho, o meu passado foi sempre encolhido, mas hoje sou muito feliz, graças a Deus, não posso pedir mais felicidade do que a que tenho”, concluiu.

2013-01-18 - Correio do Minho