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Livros enriquecem Bom Jesus

No encerramento das comemorações dos 200 anos da conclusão do Santuário do Bom Jesus do Monte ficou o elogio à obra que tem vindo a ser levada a cabo pela Confraria e também a todos aqueles que têm ajudado a divulgar esta “pérola” localizada num recanto do Minho.


As palavras são do arcebispo primaz que ontem presidiu à apresentação de dois livros sobre o Bom Jesus do Monte e à inauguração de uma exposição de fotografia, iniciativas que representaram o culminar de um ano marcante para esta estância em termos de projecção nacional e internacional.

‘Bom Jesus do Monte’, de José Carlos Gonçalves Peixoto, e ‘Festim dos Sentidos, o Barroco do Bom Jesus de Braga’, com textos do mesmo autor e fotografias de Miguel Louro, são as obras que agora enriquecem “o santuário mais perfeito realizado pelo cristianismo e o mais majestoso sacro monte construído na Europa” — as palavras são de José Carlos G. Peixoto e foram proferidas no decorrer da sessão.

Na apresentação das obras, o autor referiu que elas representam a materialização do desafio que lhe foi lançado em 2001, quando D. Jorge Ortiga o convidou a integrar os órgãos sociais da Confraria do Bom Jesus do Monte.

“Estes livros são uma homenagem a todos aqueles que, ao serviço da Confraria, mantiveram o culto ancestral da Santa Cruz, preservaram e engrandeceram o património natural e construído, conservaram toda a carga iconográfica de colina sagrada, permitiram uma harmonia polivalente entre o religioso, o turístico, o ambiental e o conjunto arquitectónico e monumental”, realçou o autor na apresentação dos livros.

A aguardar estatuto de utilidade pública

As obras foram apresentadas por Francisco Carvalho Guerra, professor catedrático em Bioquímica da Universidade do Porto, que recordou que o Bom Jesus aguarda desde 2001 que o Conselho de Ministros declare a sua utilidade pública.

João Varanda fez balanço positivo do ano

O presidente da Confraria, João Varanda, fez um breve balanço do extenso trabalho desenvolvido ao longo deste anos, realçando que o ponto alto foi o Congresso Luso-Brasileiro do Barroco. Destacou ainda a acção de cerca de mil voluntários que têm trabalhado na reabilitação da mata do Bom Jesus promovendo o controlo de infestantes, concretamente mimosas, e plantando árvores. Só carvalhos foram plantados cerca de 700. “Esta acção ambiental tem contado com o apoio da Quercus, do Regimento de Cavalaria 6 e do centro de Santo Adrião”, referiu, convidando outras instituições a seguirem-lhes o exemplo.

Além de um agradecimento especial aos funcionários da confraria pelo trabalho desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, João Varanda lembrou que o processo de candidatura do Bom Jesus do Monte vai ser demorado, mas é objectivo da Confraria levá-lo até ao fim. Os livros que ontem foram apresentados são mais dois contributos para essa caminhada.

A par da apresentação dos dois livros sobre o Bom Jesus do Monte, a cerimónia de ontem ficou também marcada pela inauguração de uma exposição de fotografias da autoria do médico Miguel Louro, no Centro de Exposições Cónego Cândido Pedrosa, no Bom Jesus (por cima da Casa das Estampas).

10-12-2011 - Correio do Minho

Funicular: Centenário elevador puxado a água continua a 'puxar' turistas para o Bom Jesus

Depois de perder os cavalos que asseguravam passeios turísticos e enquanto espera pelo regresso do “canudo”, o Bom Jesus do Monte, em Braga, tem nesta altura no centenário funicular puxado a água o seu principal “chamariz”.


“Vem muita gente, muita gente mesmo, para andar no elevador”, diz, à Lusa, Sebastião Barbosa, guarda-freios do equipamento há três décadas.

Segundo o responsável, as pessoas ficam surpreendidas quando diz que o elevador é puxado a água.

“Perguntam se é a motor ou a eletricidade, mas quando digo, e mostro, que é a água, ficam de boca aberta”, afirma.

A água é encaminhada desde as minas e nascentes existentes no monte.

A quantidade de água necessária para cada viagem depende do número de passageiros.

Entre cinco a 10, são necessários cerca de 500 litros, mas se o elevador de baixo estiver cheio é preciso atestar, com 3.500 litros.

Uma viagem simples custa 1,10 euros, enquanto a ida e volta fica por dois.

Os turistas não poupam elogios ao “pachorrento” meio de transporte.

“Foi a minha primeira vez neste elevador e achei muito gostoso”, atirou Betty Riso, oriunda de S. Paulo, Brasil.

Inaugurado a 25 de março de 1882, o elevador do Bom Jesus liga a parte alta da cidade ao santuário, vencendo um desnível de 116 metros de altura.

Foi o primeiro funicular construído na Península Ibérica e é atualmente o mais antigo em serviço no mundo a utilizar o sistema de contrapesos de água.

Com uma inclinação de 42 por cento, tem uma extensão de 274 metros, variando o tempo de viagem entre dois a três minutos, dependendo do número de passageiros.

Funciona sobre uma rampa, sendo constituído por duas cabines independentes, ligadas entre si por um sistema funicular, com contrapeso de água.

Cada cabine tem um depósito, que é abastecido de água no nível superior e esvaziado no inferior.

A diferença de pesos assim obtida permite a deslocação.

O Santuário do Bom Jesus do Monte tem 200 anos.

Durante muitos anos, dispôs de um telescópio que permitia “ver Braga por um canudo”, mas entretanto o aparelho avariou e está a ser reparado, devendo ficar novamente operacional no final do ano.

Nas imediações do santuário havia igualmente cavalos que asseguravam passeios turísticos, mas em setembro a GNR acabou com o negócio, por alegadas ilegalidades na forma como a atividade era exercida.

28-10-2011 - Correio do Minho

Património da Humanidade é um direito do Bom Jesus

A classificação do Santuário do Bom Jesus do Monte como património mundial da humanidade, “mais do que um desejo da Arquidiocese de Braga, é um direito”. A afirmação do arcebispo D. Jorge Ortiga foi feita ontem, dia em que a Real Confraria do Bom Jesus homenageou o cónego José Marques, juiz presidente honorário falecido há um ano.


O prelado bracarense entende que poucos lugares merecem como o Bom Jesus a inclusão pela UNESCO na lista do património da humanidade, mas o actual presidente da Confraria, João Varanda, afirma que não devem ser criadas expectativas muito optimistas em relação a uma classificação que é um processo lento.

Aquele responsável adiantou que o processo de candidatura “é ainda muito precoce”, devendo ser sustentado com o material científico que sairá do Congresso Luso Brasileiro do Barroco que o Santuário do Bom Jesus acolhe em Outubro próximo, no âmbito das comemorações do bicentenário da conclusão das obras do Templo.

João Varanda prevê que em 2012 a candidatura à UNESCO se concretize, dando sequência ao trabalho coordenado pela arquitecta Teresa Andersen, responsável pela candidatura ganhadora do Douro Vinhateiro a património mundial da humanidade.

O arcebispo de Braga considera que uma classificação do Bom Jesus como património mundial pode acelerar o processo de requalificação do santuário actualmente em curso com um investimento estimado de seis milhões de euros.

“A Confraria tem feito a sua parte, mas falta muito mais. A mesa administrativa não poderá continuar com o mesmo ritmo”, reconheceu D. Jorge Ortiga, antes da inauguração da Alameda Cónego José Marques.

Sobre as hipóteses do Bom Jesus vir a obter o reconhecimento da UNESCO, João Varanda alegou que o Bom Jesus de Congonhas, no Brasil, já é património da humanidade. “Se as cópias são classificadas, o Bom Jesus do Monte tem mais que condições para o ser”, acrescentou.

Recuperação é um trabalho sem fim

O presidente da Confraria do Bom Jesus reconhece que há ainda muito a fazer para a requalificação total da estância turística.


Prioritária nesta fase é a sinalética de trânsito e informativa, a par do reforço da iluminação.

A Confraria não tem nesta altura meios financeiros para proceder a melhoria no Templo do Bom Jesus, a necessitar da substituição das coberturas.

“A recuperação do Bom Jesus é um trabalho que não tem fim. O santuário foi construído de forma permanente e paciente”, disse João Varanda, destacando os 55 hectares de terrenos que a Confraria tem de gerir e conservar. Recentemente, em colaboração com a Quercus, a Confraria plantou mais de 700 carvalhos na mata do santuário.

Na inauguração da Alameda Cónego José Marques foi salientado o passo inicial dado pelo sacerdote no processo de reabilitação do santuário.

Franquelim Marques, em nome da família do homenageado, destacou “a grande dedicação e amor a este monumento”.

O cónego José Marques dirigiu a Confraria do Bom Jesus entre 1982 e 2003.

09-08-11 - Correio do Minho

Limpamos o Bom Jesus do Monte




Obrigado a todos. Valentes e persistentes.
Muito lixo se recolheu hoje. Foram 8 toneladas, não incluindo os resíduos da desinfestação florestal. E muita mimosa foi irradiada. Agradeço aos voluntários, que somos todos. Fomos cerca de 500.
Obrigado.
20-03-11 - Rua do Souto

Congresso evoca 200 anos do Bom Jesus

A Confraria do Bom Jesus do Monte prepara para finais de Outubro um Congresso luso-brasileiro cujos temas centrais são a Economia, a sociedade, sentimentos e representações e as artes do Barroco nos 200 anos desta santuário.
A Confraria abre, durante três dias (20 a 22 de Outubro) um espaço de debate e reflexão sobre o património Barroco em Portugal e no Brasil, ou seja, um período de ouro do património bracarense.
Através desta iniciativas, a Confraria que gere e salvaguarda a estância do Bom Jesus confere-lhe a digna representatividade que ultrapassa fronteiras, com influência noutros santuários, como o Bom Jesus de Congonhas no Brasil.
Este espaço de reflexão reforça e estreita os laços entre Portugal e o Brasil em matéria patrimonial, apostando “nas sinergias entre entidades publicas e privadas e numa associação a outros elementos estruturantes, que podem tornar-se em factores decisivos na hora de promover o património barroco” — revela a comissão organizadora do Congresso.
A abertura a parceiros do Brasil, possibilita a troca de experiências e “pretende projectar o Bom Jesus e a cidade de Braga como um importante centro internacional de arte barroca, enquanto destino de Turismo Cultural e Religioso, a nível nacional e internacional”.
Esta projecção é “fundamental para a cidade de Braga, como grande pólo de arte barroca, com os monumentos mais significativos deste período artístico”, através de oradores, académicos, investigadores, profissionais com experiência comprovada.
Objectivos do Congresso

O objectivo deste congresso é reunir uma série de peritos para debaterem o barroco em Portugal e no Brasil e promover e divulgar o património de tipologia barroca, além de possibilitar um contacto directo com potencialidades turístico-culturais da cidade de Braga.
Projectar internacionalmente a imagem do Bom Jesus e da cidade de Braga, divulgar os recursos artísticos e culturais associados ao Barroco, projectar o Bom Jesus do Monte “como jóia Mundial do Barroco” e a cidade de Braga como “grande centro da arquitectura barroca no Mundo” constituem outros objectivos da reunião científica.
Além disso, a Confraria quer contribuir para criar redes de divulgação do património Barroco em Portugal e no Brasil e debater estratégias para o desenvolvimento do barroco através do turismo cultural e religioso.
O Congresso destina-se a profissionais e estudantes de história, arquitectura, cultura e arte e ao público com interesse nos temas a abordar.

Comissão Científica
A Comissão científica deste congresso — que inclui visitas ao património barroco de Braga — é liderada por Aurélio de Oliveira, da Universidade do Porto. As comunicações devem ser enviadas até 30 de Junho.
Vitor Serrão (Universidade Nova de Lisboa), Viriato Cape-la (Universidade do Minho), Jaime Ferreira Alves (Universidade do Porto), Amadeu Torres (Universidade do Minho), Natália Marinho Ferreira Alves (Universidade do Porto), José Paulo Leite de Abreu (Universidade Católica), Eduardo Gonçalves (Universidade do Porto), Fausto Sanches Martins (Universidade Católica) e Joaquim Manuel Moreira da Rocha (Universidade do Porto) são os restantes membros da Comissão Científica.

09-03-11 - Correio do Minho

Asteriscos no Quotidiano: III - Bom Jesus colorido de esperança

Quem olhar para o Bom Jesus na altura em que o sol se põe, pode reparar que o bonito santuário está por uns minutos "pintado" de verde. Isto acontece porque, quando são ligadas as luzes de iluminação nocturna do Bom Jesus, estas, durante o seu aquecimento, emitem luz verde, colorindo assim a fachada do Bom Jesus na cor da esperança. Esperança essa, que pode ser a de que um dia o Bom Jesus seja Património da Humanidade.

02-03-11 - Sino da Sé