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Festa apoio SCBraga | Final Taça Portugal » » » » Antena Minho / Correio do Minho
Festa apoio SCBraga | Antena Minho | Correio do Minho http://blogdbraga.blogspot.pt/
Posted by Blogues Vale Do Cávado on Sexta-feira, 29 de Maio de 2015
À MESA COM na Antena Minho
À MESA COM na Antena Minho Novo horário sextas 13/14 horas Repetindo ao domingo à mesma hora Antena Minho - Podcast Player http://www.antena-minho.pt/podcast.php?p=3858
Posted by Blogues Vale Do Cávado on Sexta-feira, 25 de Outubro de 2013
Daniel Carlini nos Discos Pedidos Antena Minho com Manuela Barros
Daniel Carlini nos Discos Pedidos Antena Minho com Manuela Barroshttp://blogdbraga.blogspot.pt/
Posted by Blogues Vale Do Cávado on Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2012
SCBraga - Galatasaray
José Portugal Especial Liga dos Campeões SCBraga - GalatasarayAntena Minho | Correio do Minhohttp://blogdbraga.blogspot.pt/
Posted by Blogues Vale Do Cávado on Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2012
SCBraga - Manchester United
Antena Minho | Correio do Minho Especial Liga dos CampeõesSCBraga - Manchester Unitedhttp://blogdbraga.blogspot.pt/
Posted by Blogues Vale Do Cávado on Quarta-feira, 7 de Novembro de 2012
‘Ao encontro das mulheres’ em exposição itinerante
O balanço é feito por Filipa Pereira, técnica do MDM de Braga, no seminário final do projecto, que decorreu ontem à tarde, no auditório do Museu D. Diogo de Sousa.
Filipa Pereira confessou que foi “muito gratificante” estar em contacto tão de perto com as mulheres do distrito, “ter um acesso tão privilegiado àquilo que é a vida das mulheres, àquilo que constitui a s ua vida diária laboral, pessoal, familiar”.
Em resultado deste projecto foi já editada uma colecção de fascículos que reúne os testemunhos das mulheres entrevistadas.
Projecto vai originar exposição itinerante
“Vamos também promover uma exposição itinerante sobre este tema que pretendemos levar a todo o distrito”, revelou Filipe Pereira.
Essa exposição mostrará um bocadinho daquilo que é a vida das mulheres neste distrito de Braga, nas diversas áreas e sectores profissionais.
Filipa Pereira alerta que as consciências levam tempo a mudar e espera por isso que este projecto tenha sido importante para que os media se apercebam da sua capacidade transformadora da sociedade e que saibam usá-la num bom sentido.
O projecto ‘Ao encontro das mulheres de Braga’ foi financiado pelo Programa Operacional Potencial Humano.
22-07-2012 - Correio do Minho
EB 2,3 de Real vence concurso nacional NEPSO
A entrega dos prémios NEPSO decorreu no passado dia 28 de Junho, na EB 2,3 de Telheiras em Lisboa.
Os vencedores do projecto, além de um prémio monetário de 2.000 euros, receberam duas viagens ao Brasil, para o professor responsável (professor Paulo Costa) e um aluno, para que no dia 25 de Agosto possam divulgar o estudo e conhecerem os trabalhos realizados noutros países. Maria Cunha foi a aluna escolhida para representar os seus colegas de turma nessa viagem.
O professor Paulo Costa e os alunos Maria Cunha e Gonçalo Veloso estiveram na rádio Antena Minho para falar deste projecto. Durante a entrevista, Paulo Costa garantiu que “são os alunos que escolhem o tema e as questões que querem investigar”. ‘A crise socioeconómica na perspe ctiva dos adolescentes’ foi o tema estudado.
Maria Cunha e Gonçalo Veloso frisaram que o estudo “centra-se na opinião das crianças e jovens em relação à actual crise que o país atravessa”. O trabalho foi feito por toda a turma que elaborou um questionário e tratou de analisar os resultados.
De acordo com os mesmos, os inquéritos foram aplicados a jovens alunos do 3.º ao 9.º ano. Os dois alunos deram a conhecer alguns aspectos do estudo, como por exemplo, que “a maioria dos inquiridos acredita que a crise vai durar entre um a três anos”.
O professor lembrou ainda que “o desenvolvimento deste projecto exigiu uma colaboração entre a escola, os encarregados de educação e as crianças. Portanto,“este é um trabalho partilhado. Eu tenho a minha parte enquanto adulto investigador e eles têm a parte deles enquanto crianças/jovens investigadores”. “A verdade é que eles fizeram uma trajectória que não há em muitos mestrados, e adquiriram um conjunto de competências que lhes vão ser muito úteis no futuro”.
“É um orgulho sentir como ficam satisfeitos com o reconhecimento do seu esforço”, concluiu.
03-07-2012 - Correio do Minho
Palco contou com 34 artistas
A partir de hoje e nos próximos dias ficam aqui os comentários dos 34 artistas que subiram ao palco.
O espectáculo começou com a jovem Marily, que já editou dois álbuns, e Chris Ribeiro, que veio de propósito de França para promover o primeiro trabalho.
O espectáculo começou com a jovem Marily, que já editou dois álbuns, e Chris Ribeiro, que veio de propósito de França para promover o primeiro trabalho.
Os Minhotos Marotos tomaram conta do palco e a animação e boa disposição aqueceram os muitos presentes em frente ao palco. Os oito elementos do grupo, liderado por Cláudia Martins, fizeram a festa na companhia da concertina, bateria, teclado, cavaquinho e baixo. O grupo aproveitou para promover o quarto trabalho, ‘O segredo dos marotos’, que conta com 10 temas originais de autoria da jovem Cláudia Martins. Participar neste festival “é sempre um gosto”, até porque são os órgãos de comunicação locais que “ajudam a divulgar a música tradicional”, vincou a cantora.
De seguida, subiu ao palco a jovem Rackel, que participou pela primeira vez neste festival.
Logo depois, Zézé Fernandes pôs o público a saltar e a dançar. “É a primeira vez que participo neste festival e senti-me na obrigação de marcar presença, por- que a Antena Minho passa muita música minha”, justificou o artista, assegurando que “é uma rádio de referência na promoção da música portuguesa”.
Rui Bandeira foi o cantor que se seguiu. Apesar de ser “um dia especial”, já que a filha fazia anos, o cantor fez 900 quilómetros para actuar neste festival. “O esforço foi feito e vale sempre a pena”, assegurou o artista, admitindo que a sua presença “é uma espécie de pescadinha de rabo na boca, porque é necessário semear para colher”. As rádios e os jornais locais são “os veículos privilegiados para chegar às pessoas e para divulgar o trabalho que os artistas vão fazendo”, defendeu ainda Rui Bandeira.
“Fazer bem a quem nos faz bem”
A tarde de sábado ainda estava a começar e muitos artistas esperavam ansiosos por subir ao palco da Avenida Central. Os fãs e amigos dos cantores e os apreciadores da música portuguesa não faltaram à chamada.
De seguida, subiu ao palco a jovem Rackel, que participou pela primeira vez neste festival.
Logo depois, Zézé Fernandes pôs o público a saltar e a dançar. “É a primeira vez que participo neste festival e senti-me na obrigação de marcar presença, por- que a Antena Minho passa muita música minha”, justificou o artista, assegurando que “é uma rádio de referência na promoção da música portuguesa”.
Rui Bandeira foi o cantor que se seguiu. Apesar de ser “um dia especial”, já que a filha fazia anos, o cantor fez 900 quilómetros para actuar neste festival. “O esforço foi feito e vale sempre a pena”, assegurou o artista, admitindo que a sua presença “é uma espécie de pescadinha de rabo na boca, porque é necessário semear para colher”. As rádios e os jornais locais são “os veículos privilegiados para chegar às pessoas e para divulgar o trabalho que os artistas vão fazendo”, defendeu ainda Rui Bandeira.
“Fazer bem a quem nos faz bem”
A tarde de sábado ainda estava a começar e muitos artistas esperavam ansiosos por subir ao palco da Avenida Central. Os fãs e amigos dos cantores e os apreciadores da música portuguesa não faltaram à chamada.
Depois de Rui Bandeira o artista que se seguiu foi Fernando Correia Marques. Apesar de ser “extremamente duro, dada a agenda preenchida”, o cantor mostrou-se “feliz” por marcar presença no festival da Antena Minho e do Correio do Minho. “É duro, mas a vida dos artistas é assim mesmo”, atirou o cantor, que está a promover o último álbum.
Nel Monteiro foi o senhor que se seguiu. O cantor que encerrou o espectáculo do ano passado voltou a animar o muito público presente. “Não posso dizer que não à rádio nem ao jornal, porque são dois órgãos de comunicação que têm grande importância para a carreira de muitos artistas”, justificou Nel Monteiro, bem antes de actuar. “Temos que fazer bem a quem nos faz bem e há muita música portuguesa que não chegaria às televisões e rádios nacionais se não passassem nas rádios locais”.
Os ‘famosos’ continuavam a subir ao palco. Desta vez, o pú-blico acarinhou Jorge Ferreira. “Apoio com todo o prazer este tipo de iniciativas das rádios locais. É bom e é sempre uma oportunidade de divulgar o que é nosso”, começou por evidenciar. Se não fosse o trabalho desenvolvido pelas rádios locais “a música tradicional portuguesa já teria desaparecido”, frisou.
O 10.º cantor a animar o muito público presente no festival foi Carlos Ribeiro, bem conhecido pelos cantares ao desafio e desgarradas. A cantar a solo já lá vão alguns anos, Carlos Ribeiro admitiu que “não podia faltar a esta festa promovida por uma rádio que dá tanto valor à música portuguesa”. A preparar-se para gravar um DVD ao vivo, no próximo dia 14 de Agosto, na Senhora da Guia, em Ribeira de Pena, Carlos Ribeiro está a trabalhar também no próximo álbum, que está pronto em meados de Julho.
No palco ouviu-se depois os temas ‘Rosa Negra e ‘Vou chorar outra vez’. Toy foi outro dos cantores muito aguardados. “É importante colaborar com todas as instituições ligadas à música e que ainda se lembram que a música portuguesa existe”, sublinhou Toy, referindo que “é raro” aceitar estes convites, devido à falta de tempo. “Mas há meia dúzia de instituições que merecem todo o sacrifício e aqui estou”, afirmou. O cantor aproveitou para promover o último trabalho, ‘Enquanto estou vivo’, que foi editado há duas semanas. “Este álbum é a minha cara”, confessou.
Hélder Baptista, bem conhecido dos ouvintes da Antena Minho e dos leitores do Correio do Minho, subiu ao palco e cantou o tema ‘Coça a minha cabecinha’, aproveitando ainda para mostrar o novo álbum com a música ‘Toca a virar’. “Não podia jamais dizer que não a esta festa e tenho que estar em Melgaço já a seguir”, vincou o cantor, reafirmando a importância da rádio e do jornal na divulgação do seu trabalho.
Nel Monteiro foi o senhor que se seguiu. O cantor que encerrou o espectáculo do ano passado voltou a animar o muito público presente. “Não posso dizer que não à rádio nem ao jornal, porque são dois órgãos de comunicação que têm grande importância para a carreira de muitos artistas”, justificou Nel Monteiro, bem antes de actuar. “Temos que fazer bem a quem nos faz bem e há muita música portuguesa que não chegaria às televisões e rádios nacionais se não passassem nas rádios locais”.
Os ‘famosos’ continuavam a subir ao palco. Desta vez, o pú-blico acarinhou Jorge Ferreira. “Apoio com todo o prazer este tipo de iniciativas das rádios locais. É bom e é sempre uma oportunidade de divulgar o que é nosso”, começou por evidenciar. Se não fosse o trabalho desenvolvido pelas rádios locais “a música tradicional portuguesa já teria desaparecido”, frisou.
O 10.º cantor a animar o muito público presente no festival foi Carlos Ribeiro, bem conhecido pelos cantares ao desafio e desgarradas. A cantar a solo já lá vão alguns anos, Carlos Ribeiro admitiu que “não podia faltar a esta festa promovida por uma rádio que dá tanto valor à música portuguesa”. A preparar-se para gravar um DVD ao vivo, no próximo dia 14 de Agosto, na Senhora da Guia, em Ribeira de Pena, Carlos Ribeiro está a trabalhar também no próximo álbum, que está pronto em meados de Julho.
No palco ouviu-se depois os temas ‘Rosa Negra e ‘Vou chorar outra vez’. Toy foi outro dos cantores muito aguardados. “É importante colaborar com todas as instituições ligadas à música e que ainda se lembram que a música portuguesa existe”, sublinhou Toy, referindo que “é raro” aceitar estes convites, devido à falta de tempo. “Mas há meia dúzia de instituições que merecem todo o sacrifício e aqui estou”, afirmou. O cantor aproveitou para promover o último trabalho, ‘Enquanto estou vivo’, que foi editado há duas semanas. “Este álbum é a minha cara”, confessou.
Hélder Baptista, bem conhecido dos ouvintes da Antena Minho e dos leitores do Correio do Minho, subiu ao palco e cantou o tema ‘Coça a minha cabecinha’, aproveitando ainda para mostrar o novo álbum com a música ‘Toca a virar’. “Não podia jamais dizer que não a esta festa e tenho que estar em Melgaço já a seguir”, vincou o cantor, reafirmando a importância da rádio e do jornal na divulgação do seu trabalho.
Na edição de amanhã do Correio do Minho saiba mais sobre os artistas presentes no festival.
26-06-2012 - Correio do Minho
26-06-2012 - Correio do Minho
Ao encontro das mulheres desportistas
Esta semana, o MDM foi ao encontro das desportistas da nossa região.
Treinadoras, professoras, atletas, dirigentes, árbitras, as mulheres têm vindo a ocupar um lugar cada vez mais significativo no mundo do desporto, mostrando que, apesar do tradicional predomínio masculino, também nesta área elas têm uma palavra importantíssima a dizer e, apesar dos obstáculos que perduram no caminho, é enorme o empenho com que se entregam à prática, desenvolvimento e melhoria do desporto.
Quatro treinadoras e quatro atletas partilharam connosco as suas histórias e mostraram-nos que o que não falta às mulheres é amor à camisola.

Sameiro Araújo, 54 anos, professora e treinadora de atletismo, lembra que quando começou, há cerca de 40 anos, o mundo do desporto, particularmente do treino, era um mundo de homens: “Em termos de atletas não se fazia notar tanto, já havia algumas praticantes, agora, treinadoras, não.” Nessa altura, conta, havia naturalmente um certo paternalismo por parte dos colegas homens, mas o trabalho desenvolvido e resultados obtidos acabaram por mostrar que as mulheres conseguiam fazer as mesmas coisas que os homens na área do treino. Hoje, apesar da evolução positiva, considera que as mulheres ainda são algo menosprezadas e têm de se esforçar mais que os homens para obter reconhecimento: “Sinto-me orgulhosa, mas esta luta ainda não terminou.”
De facto, e à semelhança do que se passa em outros contextos, também nesta área subsistem hoje variados factores que limitam a plena participação das mulheres e determinam a subvalorização do seu trabalho. Um dos principais obstáculos que as mulheres enfrentam é o acesso à carreira, nomeadamente as treinadoras, que na sua maioria desempenham essa função como uma actividade complementar à profissão de professora. Assim, para a maioria das treinadoras, o montante de remuneração, quando existe, é meramente simbólico.
Prazeres Rodrigues, 44 anos, professora e treinadora de futebol, considera muito injusto o facto de as mulheres não terem as mesmas oportunidades que os homens, “mesmo tendo as mesmas qualificações”, e confessa que também “gostaria de fazer disso uma profissão”. A seu ver, também as diferenças na remuneração de homens e mulheres contribuem para a desvalorização da actividade feminina: “Se as mulheres recebessem o mesmo que os homens, dariam outro valor ao nosso trabalho.”
Da mesma forma, Sameiro Araújo aponta as disparidades remuneratórias como um dos grandes factores de discriminação que permanece: “acredito que há homens a ganhar muito mais do que algumas mulheres no atletismo, não tendo a qualidade delas.”
Melissa Antunes, 22 anos, futebolista, concorda que no nosso país é dado um estatuto menor aos escalões femininos, alertando para os entraves que isso coloca à prossecução de uma carreira: ”eu acho que quase todas as modalidades em Portugal, na vertente feminina não são remuneradas, logo uma mulher desportista nunca se pode dedicar a 100% àquilo que gosta, tem sempre de conciliar com outra profissão.” Considera por isso que não são criadas condições para que as atletas atinjam o seu máximo potencial. Por outro lado, a atleta lembra que há ainda muitos estereótipos a desconstruir - “pensa-se, por exemplo, que as futebolistas são todas muito másculas” - e atribui um papel aos media, que poderão dar o seu contributo para a desocultação das mulheres: “Terão esse papel na adesão ao desporto feminino.”
Tratamento mediático não valoriza mulheres
O tratamento mediático aparece como uma das principais causas da desvalorização da prática desportiva feminina, quer pela veiculação de enquadramentos estereotipados quer, na maioria dos casos, por condená-la a uma total invisibilidade.
Treinadoras, professoras, atletas, dirigentes, árbitras, as mulheres têm vindo a ocupar um lugar cada vez mais significativo no mundo do desporto, mostrando que, apesar do tradicional predomínio masculino, também nesta área elas têm uma palavra importantíssima a dizer e, apesar dos obstáculos que perduram no caminho, é enorme o empenho com que se entregam à prática, desenvolvimento e melhoria do desporto.
Quatro treinadoras e quatro atletas partilharam connosco as suas histórias e mostraram-nos que o que não falta às mulheres é amor à camisola.

Sameiro Araújo, 54 anos, professora e treinadora de atletismo, lembra que quando começou, há cerca de 40 anos, o mundo do desporto, particularmente do treino, era um mundo de homens: “Em termos de atletas não se fazia notar tanto, já havia algumas praticantes, agora, treinadoras, não.” Nessa altura, conta, havia naturalmente um certo paternalismo por parte dos colegas homens, mas o trabalho desenvolvido e resultados obtidos acabaram por mostrar que as mulheres conseguiam fazer as mesmas coisas que os homens na área do treino. Hoje, apesar da evolução positiva, considera que as mulheres ainda são algo menosprezadas e têm de se esforçar mais que os homens para obter reconhecimento: “Sinto-me orgulhosa, mas esta luta ainda não terminou.”
De facto, e à semelhança do que se passa em outros contextos, também nesta área subsistem hoje variados factores que limitam a plena participação das mulheres e determinam a subvalorização do seu trabalho. Um dos principais obstáculos que as mulheres enfrentam é o acesso à carreira, nomeadamente as treinadoras, que na sua maioria desempenham essa função como uma actividade complementar à profissão de professora. Assim, para a maioria das treinadoras, o montante de remuneração, quando existe, é meramente simbólico.
Prazeres Rodrigues, 44 anos, professora e treinadora de futebol, considera muito injusto o facto de as mulheres não terem as mesmas oportunidades que os homens, “mesmo tendo as mesmas qualificações”, e confessa que também “gostaria de fazer disso uma profissão”. A seu ver, também as diferenças na remuneração de homens e mulheres contribuem para a desvalorização da actividade feminina: “Se as mulheres recebessem o mesmo que os homens, dariam outro valor ao nosso trabalho.”
Da mesma forma, Sameiro Araújo aponta as disparidades remuneratórias como um dos grandes factores de discriminação que permanece: “acredito que há homens a ganhar muito mais do que algumas mulheres no atletismo, não tendo a qualidade delas.”
Melissa Antunes, 22 anos, futebolista, concorda que no nosso país é dado um estatuto menor aos escalões femininos, alertando para os entraves que isso coloca à prossecução de uma carreira: ”eu acho que quase todas as modalidades em Portugal, na vertente feminina não são remuneradas, logo uma mulher desportista nunca se pode dedicar a 100% àquilo que gosta, tem sempre de conciliar com outra profissão.” Considera por isso que não são criadas condições para que as atletas atinjam o seu máximo potencial. Por outro lado, a atleta lembra que há ainda muitos estereótipos a desconstruir - “pensa-se, por exemplo, que as futebolistas são todas muito másculas” - e atribui um papel aos media, que poderão dar o seu contributo para a desocultação das mulheres: “Terão esse papel na adesão ao desporto feminino.”
Tratamento mediático não valoriza mulheres
O tratamento mediático aparece como uma das principais causas da desvalorização da prática desportiva feminina, quer pela veiculação de enquadramentos estereotipados quer, na maioria dos casos, por condená-la a uma total invisibilidade.
Alexandra Rodrigues, 22 anos, voleibolista, é uma das atletas que identifica este obstáculo: “acho que já estamos tão habituadas a não ser divulgadas, a su rpresa é quando divulgam!”.
A atleta conta, no entanto, que conseguiram ultrapassar um pouco esta realidade com o desenvolvimento de uma parceria com o jornal ‘Correio do Minho’, bem como com a dinamização de um blog, estratégias que acabaram por conferir maior visibilidade à equipa e à modalidade.
A parca mediatização das variadas modalidades desportivas femininas, quando comparada com a das masculinas, determina evidentemente diferenças ao nível da disponibilidade e da atenção do público.
Ana Rita Barros, 18 anos, voleibolista, explica: “Sente-se por exemplo a nível das bancadas. O número de pessoas que vêm assistir a um jogo de voleibol feminino e o de pessoas que vêm assistir a um de voleibol masculino não se compara”.
Testemunho de uma nadadora
Sofia Fernandes, 18 anos, nadadora, descreve um cenário semelhante: “noto que há mais assistência para as provas masculinas, o público tem mais aquela ânsia de querer ver!”.
A jovem nadadora tinha apenas um ano quando iniciou o seu percurso no desporto e, ao longo de todos estes anos, muitos foram os sacrifícios que teve de fazer em prol da actividade desportiva, desde o cumprimento de rotinas exaustivas até aos gastos com equipamento.
É uma vida dedicada à natação, onde cresceu e se desenvolveu “a todos os níveis”, e é por isso com tristeza que nos confessa que não vislumbra um futuro como nadadora: “Eu espero acabar o curso o mais rápido possível e conseguir arranjar emprego porque a natação não me vai proporcionar assim nenhum futuro”. Sofia acredita que, para possibilitar a prossecução da carreira às nadadoras, era importante que houvesse mais apoios, ainda que fossem simbólicos: “é uma modalidade com um nível de exigência muito grande, acho que um incentivo não era nada de transcendente.”
Isabel Ferreira, 31 anos, professora de fitness aquático, explica-nos que, no seu caso, há dez anos, o facto de ser mulher foi até uma vantagem para conseguir este emprego, - “empregaram-me precisamente porque precisavam de uma presença feminina na piscina” - e conta-nos que também por este prisma há esterótipos a desconstruir: “a verdade é que, infelizmente, o fitness aquático ainda está muito associado à imagem feminina”.
O papel da escola
A sua ligação ao mundo desportivo, conta-nos, vem de há muito tempo. Tudo começou porque teve “a felicidade de ter acesso, em criança, ao desporto escolar”, realidade que gostaria de ver generalizada: “o desporto é um vector essencial para um crescimento harmonioso (…) confere às crianças um grande sentido de liberdade, criatividade, até de cidadania”. Lamenta, por isso, que nos últimos anos tenha havido um desinvestimento nesta matéria, o que acaba por pôr em causa o acesso de muitas crianças ao desporto: “é triste porque há escolas que não têm, mesmo.”
Também Tânia Oliveira, 24 anos, professora de natação, reconhece na escola um papel fundamental para motivar as raparigas e mulheres a serem mais activas física e desportivamente. Explica que, muitas vezes, as meninas acabam por ganhar aversão ao desporto por terem tido más experiências, pelo que defende que é necessário investir mais em recursos e infraestruturas nas escolas, de modo a propiciar uma diversificação da actividade desportiva: “a escola é o local a que todos têm direito, é o sítio ideal para haver oportunidades de escolha e de identificação.”
Empenhadas na promoção da actividade física e de uma vida saudável para todos, tanto Isabel como Tânia acreditam no desporto como elemento agregador e capaz de proporcionar às pessoas um bem-estar inigualável, o que, no momento de crise que vivemos, se reveste da maior importância. Ambas defendem, por isso, o interesse de criar espaços seguros e acessíveis para a prática desportiva: “nem toda a gente tem capacidade de se filiar num clube ou num ginásio, devia promover-se alternativas (…) desporto sénior gratuito, por exemplo.”, sugere Tânia.
Isabel reafirma: “Eu espero muito do desporto, é capaz de juntar pessoas, de acabar com desigualdades.” Quanto ao papel das mulheres nessa transformação, a professora não hesita: “as mulheres conquistaram um lugar que não tinham antes e agora é seu efectivamente e ainda têm muito a dar, o seu contributo é de grande importância”.
07-05-2012 - Correio do Minho
A atleta conta, no entanto, que conseguiram ultrapassar um pouco esta realidade com o desenvolvimento de uma parceria com o jornal ‘Correio do Minho’, bem como com a dinamização de um blog, estratégias que acabaram por conferir maior visibilidade à equipa e à modalidade.
A parca mediatização das variadas modalidades desportivas femininas, quando comparada com a das masculinas, determina evidentemente diferenças ao nível da disponibilidade e da atenção do público.
Ana Rita Barros, 18 anos, voleibolista, explica: “Sente-se por exemplo a nível das bancadas. O número de pessoas que vêm assistir a um jogo de voleibol feminino e o de pessoas que vêm assistir a um de voleibol masculino não se compara”.
Testemunho de uma nadadora
Sofia Fernandes, 18 anos, nadadora, descreve um cenário semelhante: “noto que há mais assistência para as provas masculinas, o público tem mais aquela ânsia de querer ver!”.
A jovem nadadora tinha apenas um ano quando iniciou o seu percurso no desporto e, ao longo de todos estes anos, muitos foram os sacrifícios que teve de fazer em prol da actividade desportiva, desde o cumprimento de rotinas exaustivas até aos gastos com equipamento.
É uma vida dedicada à natação, onde cresceu e se desenvolveu “a todos os níveis”, e é por isso com tristeza que nos confessa que não vislumbra um futuro como nadadora: “Eu espero acabar o curso o mais rápido possível e conseguir arranjar emprego porque a natação não me vai proporcionar assim nenhum futuro”. Sofia acredita que, para possibilitar a prossecução da carreira às nadadoras, era importante que houvesse mais apoios, ainda que fossem simbólicos: “é uma modalidade com um nível de exigência muito grande, acho que um incentivo não era nada de transcendente.”
Isabel Ferreira, 31 anos, professora de fitness aquático, explica-nos que, no seu caso, há dez anos, o facto de ser mulher foi até uma vantagem para conseguir este emprego, - “empregaram-me precisamente porque precisavam de uma presença feminina na piscina” - e conta-nos que também por este prisma há esterótipos a desconstruir: “a verdade é que, infelizmente, o fitness aquático ainda está muito associado à imagem feminina”.
O papel da escola
A sua ligação ao mundo desportivo, conta-nos, vem de há muito tempo. Tudo começou porque teve “a felicidade de ter acesso, em criança, ao desporto escolar”, realidade que gostaria de ver generalizada: “o desporto é um vector essencial para um crescimento harmonioso (…) confere às crianças um grande sentido de liberdade, criatividade, até de cidadania”. Lamenta, por isso, que nos últimos anos tenha havido um desinvestimento nesta matéria, o que acaba por pôr em causa o acesso de muitas crianças ao desporto: “é triste porque há escolas que não têm, mesmo.”
Também Tânia Oliveira, 24 anos, professora de natação, reconhece na escola um papel fundamental para motivar as raparigas e mulheres a serem mais activas física e desportivamente. Explica que, muitas vezes, as meninas acabam por ganhar aversão ao desporto por terem tido más experiências, pelo que defende que é necessário investir mais em recursos e infraestruturas nas escolas, de modo a propiciar uma diversificação da actividade desportiva: “a escola é o local a que todos têm direito, é o sítio ideal para haver oportunidades de escolha e de identificação.”
Empenhadas na promoção da actividade física e de uma vida saudável para todos, tanto Isabel como Tânia acreditam no desporto como elemento agregador e capaz de proporcionar às pessoas um bem-estar inigualável, o que, no momento de crise que vivemos, se reveste da maior importância. Ambas defendem, por isso, o interesse de criar espaços seguros e acessíveis para a prática desportiva: “nem toda a gente tem capacidade de se filiar num clube ou num ginásio, devia promover-se alternativas (…) desporto sénior gratuito, por exemplo.”, sugere Tânia.
Isabel reafirma: “Eu espero muito do desporto, é capaz de juntar pessoas, de acabar com desigualdades.” Quanto ao papel das mulheres nessa transformação, a professora não hesita: “as mulheres conquistaram um lugar que não tinham antes e agora é seu efectivamente e ainda têm muito a dar, o seu contributo é de grande importância”.
07-05-2012 - Correio do Minho
Movimento Democrático de Mulheres: Ao encontro das professoras
O projecto ‘Ao Encontro das Mulheres de Braga: do Pessoal ao Mediático’ do núcleo de Braga do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) serve de mote para o novo programa que está a ser promovido em parceria com o jornal ‘Correio do Minho’ e a rádio ‘Antena Minho’.
O programa passa na rádio às quintas-feiras, entre as 14 e as 15 horas, e o jornal ‘Correio do Minho’ desenvolverá o assunto nas edições de segunda-feira, de 15 em 15 dias.
O programa passa na rádio às quintas-feiras, entre as 14 e as 15 horas, e o jornal ‘Correio do Minho’ desenvolverá o assunto nas edições de segunda-feira, de 15 em 15 dias.
Esta semana, o MDM revela alguns dos pormenores do encontro com as mulheres professoras.
O ensino foi-se tornando uma actividade predominantemente feminina desde o início do séc. XX, tendo representado, ao longo do tempo, uma das poucas actividades profissionais de aceitação social permitida às mulheres.

O ensino foi-se tornando uma actividade predominantemente feminina desde o início do séc. XX, tendo representado, ao longo do tempo, uma das poucas actividades profissionais de aceitação social permitida às mulheres.

De facto, o fenómeno de massificação do ensino e a busca por parte dos homens de ocupações economicamente mais rentáveis, conjugados com a existência de representações sociais criadas em torno de supostos dotes “naturalmente” femininos para a educação, fizeram com que o espaço fosse não apenas ocupado pelas mulheres, como praticamente a elas destinado.
Uma actividade predominantemente feminina
Hoje, os resultados são claros: quase 80 por cento dos professores em Portugal são mulheres.
Fomos ao encontro das professoras, mulheres que se dedicam a formar as gentes de amanhã e que não desarmam no cumprimento dessa sua missão.
Quatro professoras de Braga partilharam connosco as suas histórias.

Uma actividade predominantemente feminina
Hoje, os resultados são claros: quase 80 por cento dos professores em Portugal são mulheres.
Fomos ao encontro das professoras, mulheres que se dedicam a formar as gentes de amanhã e que não desarmam no cumprimento dessa sua missão.
Quatro professoras de Braga partilharam connosco as suas histórias.

As histórias de vida das professoras são mais uma parte do património que no MDM estamos apostadas em recolher para valorizar.
Mas neste movimento, também, nos importa agir sobre a realidade de que nos vêm falando estas mulheres, pelo que não deixaremos de lutar pela valorização do importante papel que elas desempenham na sociedade, batendo-nos contra as medidas que têm vindo a afectar as professoras e a descaracterizar a escola pública, nomeadamente a generalização da precariedade em todos os seus aspectos: laboral, material, humano e pedagógico.
Mas neste movimento, também, nos importa agir sobre a realidade de que nos vêm falando estas mulheres, pelo que não deixaremos de lutar pela valorização do importante papel que elas desempenham na sociedade, batendo-nos contra as medidas que têm vindo a afectar as professoras e a descaracterizar a escola pública, nomeadamente a generalização da precariedade em todos os seus aspectos: laboral, material, humano e pedagógico.
27-02-2012 - Correio do Minho
Ao encontro das mulheres de Braga
O projecto ‘Ao Encontro das Mulheres de Braga: do Pessoal ao Mediático’ do núcleo de Braga do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) serve de mote para o novo programa a ser promovido em parceria com o jornal ‘Correio do Minho’ e a rádio ‘Antena Minho’.
O programa passa na rádio ‘Antena Minho’ às quintas-feiras, entre as 14 e as 15 horas, e o jornal ‘Correio do Minho’ desenvolverá o assunto nas edições de segunda--feira, de 15 em 15 dias.
Fomos ao encontro das mulheres agricultoras percorrendo as freguesias de Alvite, Cabeceiras de Basto, e Vilar-Chão, Vieira do Minho, para confirmar que há muito a agricultura deixou de ser uma actividade só para os homens.
Fomos ao encontro das mulheres agricultoras percorrendo as freguesias de Alvite, Cabeceiras de Basto, e Vilar-Chão, Vieira do Minho, para confirmar que há muito a agricultura deixou de ser uma actividade só para os homens.
Em Vilar-Chão contaram-nos: “Aqui toda a gente trabalha. O trabalho da mulher aqui é duro. As mulheres fazem o mesmo trabalho que os homens. Há homens que vão trabalhar na construção e outros no estrangeiro, são as mulheres que têm de trabalhar [no campo]. (...) É dentro e fora como se costuma dizer. A mulher trabalha em tudo, em casa e em tudo.”
De facto, quando a actividade agrícola começou a ser menos rentável para o agregado familiar, houve que encontrar trabalho noutros sectores. Mas o mercado de trabalho pedia mais homens do que mulheres, e eles foram saindo, principalmente para a construção civil. Muitos tiveram mesmo que emigrar. Ouvimos, destas mulheres, muitas histórias de emigração, de busca de oportunidades que a sua terra insistia em negar-lhes.
De facto, quando a actividade agrícola começou a ser menos rentável para o agregado familiar, houve que encontrar trabalho noutros sectores. Mas o mercado de trabalho pedia mais homens do que mulheres, e eles foram saindo, principalmente para a construção civil. Muitos tiveram mesmo que emigrar. Ouvimos, destas mulheres, muitas histórias de emigração, de busca de oportunidades que a sua terra insistia em negar-lhes.
Estão incluídas na vaga de emigração que existiu em Portugal nos anos 70 e 80. Algumas viveram lá fora, trabalharam noutras áreas, mas tornaram, pelo amor à terra que as viu nascer. E é hoje da terra que vivem. Ana Paula Correia é um exemplo vivo: “Saí daqui muito cedo. Trabalhei até aos 17 anos na agricultura, mas depois saí, fui para Lisboa e trabalhei como cozinheira, profissão que eu não gostei muito. Depois voltei à terra, casei e fui para a Suíça, onde também exerci como cozinheira. Da Suíça vim e fui para a Espanha. Depois tornei a vir para cá. O meu pai tem dez vacas, muitos vitelos e então a gente está habituada a trabalhar na agricultura. E pronto”.
Para as que não emigraram, vemos que apenas restou ficarem por casa, desdobrando-se em tarefas domésticas e no cuidado dos filhos, que creches também não as havia. Assim, a permanência no lar ditou que o trabalho no campo passasse a ser mais uma das responsabilidades.
Para as que não emigraram, vemos que apenas restou ficarem por casa, desdobrando-se em tarefas domésticas e no cuidado dos filhos, que creches também não as havia. Assim, a permanência no lar ditou que o trabalho no campo passasse a ser mais uma das responsabilidades.
Actualmente, vemos que a agricultura é parte decisiva das suas vidas. Estas mulheres, com o seu grande amor à terra, vêem-se semeadoras do seu próprio destino e gostam muito do que fazem. A história de Teresa Alves não engana. “Comprei aqui uma casa, tenho aqui uma casa, tenho um grande campo, traba- lho na lavoura. Tenho porcos, tenho coelho, tenho pitas, tenho patos, tenho trabalho. Sei trabalhar, a minha vida foi sempre no campo desde que nasci, peque- nina na lavoura e gosto muito.”
Hoje, os dados mostram que, em Portugal, 80% de todo o trabalho agrícola é realizado por mão-de-obra familiar e que um terço dos produtores agrícolas são mulheres. Acreditamos, no caso do distrito de Braga e pelos relatos que ouvimos, que o número supere mesmo os 30%:
Os dados do último recenseamento agrícola revelam uma crescente tendência para o desaparecimento de explorações agrícolas, na sua maioria de pequena dimensão. Também a criação de animais regista uma quebra acentuada. São alterações que em muito se ficam a dever ao aumento dos custos de produção destas actividades e à insuficiência de apoios. Dyanne, agricultora mas também tesoureira da junta de freguesia de Vilar-Chão, explica-nos: “Um vitelo que vá para o matadouro e que dê, vamos imaginar, mil euros, supostamente. Só que já leva uns tantos em rações e outras coisas e as pessoas pensam que não”.
As dificuldades deste sector estão sempre à espreita. Os custos de produção têm-se tornado insustentáveis, e estas mulheres, como tantas outras, acabam por ter de fazer uma grande ginástica na gestão das contas, que o aumento do custo de vida não se sente só nas cidades. Lúcia adianta: “Hoje em dia é muito mais dificil viver que há uns anos atrás. Em vez de comprar dois ou três sacos de ração para dar aos animais, agora temos de misturar com o milho porque assim já não se gasta tanto. Já ren- de mais”.
E Dyanne completa: “Ai, às vezes as pessoas dizem assim: ‘é a um euro, um euro não é nada’. Não é bem assim. Se recuarmos, um euro são duzentos escudos. Antigamente, por duzentos escudos comprava-se quase três quilos de maçãs. Agora o que é que compramos com um euro?”
O trabalho na terra dá-lhes alimento, mas cada vez vai chegando menos para todas as suas necessidades, e só um grande esforço físico e económico vai permitindo que a actividade não desapareça.
Para estas mulheres, o acto de trabalhar a terra é por isso um acto de grande amor e resistência.
Hoje, os dados mostram que, em Portugal, 80% de todo o trabalho agrícola é realizado por mão-de-obra familiar e que um terço dos produtores agrícolas são mulheres. Acreditamos, no caso do distrito de Braga e pelos relatos que ouvimos, que o número supere mesmo os 30%:
Os dados do último recenseamento agrícola revelam uma crescente tendência para o desaparecimento de explorações agrícolas, na sua maioria de pequena dimensão. Também a criação de animais regista uma quebra acentuada. São alterações que em muito se ficam a dever ao aumento dos custos de produção destas actividades e à insuficiência de apoios. Dyanne, agricultora mas também tesoureira da junta de freguesia de Vilar-Chão, explica-nos: “Um vitelo que vá para o matadouro e que dê, vamos imaginar, mil euros, supostamente. Só que já leva uns tantos em rações e outras coisas e as pessoas pensam que não”.
As dificuldades deste sector estão sempre à espreita. Os custos de produção têm-se tornado insustentáveis, e estas mulheres, como tantas outras, acabam por ter de fazer uma grande ginástica na gestão das contas, que o aumento do custo de vida não se sente só nas cidades. Lúcia adianta: “Hoje em dia é muito mais dificil viver que há uns anos atrás. Em vez de comprar dois ou três sacos de ração para dar aos animais, agora temos de misturar com o milho porque assim já não se gasta tanto. Já ren- de mais”.
E Dyanne completa: “Ai, às vezes as pessoas dizem assim: ‘é a um euro, um euro não é nada’. Não é bem assim. Se recuarmos, um euro são duzentos escudos. Antigamente, por duzentos escudos comprava-se quase três quilos de maçãs. Agora o que é que compramos com um euro?”
O trabalho na terra dá-lhes alimento, mas cada vez vai chegando menos para todas as suas necessidades, e só um grande esforço físico e económico vai permitindo que a actividade não desapareça.
Para estas mulheres, o acto de trabalhar a terra é por isso um acto de grande amor e resistência.
30-01-2012 - Correio do Minho
Ao encontro das mulheres de Braga
O projecto ‘Ao Encontro das Mulheres de Braga: do Pessoal ao Mediático’ do núcleo de Braga do Movimento Democrático de Mulheres (MDM) servirá de mote para um novo programa a ser promovido em parceria com o jornal ‘Correio do Minho’ e a rádio ‘Antena Minho’.
O programa passará na rádio ‘Antena Minho’ às quintas-feiras, entre as 14 e as 15 horas, e o jornal ‘Correio do Minho’ desenvolverá o assunto nas edições de segunda-feira, de 15 em 15 dias.
O programa passará na rádio ‘Antena Minho’ às quintas-feiras, entre as 14 e as 15 horas, e o jornal ‘Correio do Minho’ desenvolverá o assunto nas edições de segunda-feira, de 15 em 15 dias.
Dar visibilidade às mulheres de Braga e sensibilizar os media para o seu papel dinamizador, capaz de impulsionar uma sociedade mais inclusiva e igualitária e reforçando assim a entrada da temática da igualdade na agenda pública e mediática são apenas alguns dos objectivos que as responsáveis do projecto ‘Ao Encontro das Mulheres de Braga: do Pessoal ao Mediático’ querem ver concretizados.
O projecto, da responsabilidade do núcleo de Braga do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), foi financiado pelo Programa Operacional do Potencial Humano (POPH).
Diana Conceição e Filipa Pereira abraçaram este projecto de corpo e alma e têm trilhado aldeias do nosso distrito à procura de histórias de vida de mulheres, “vertendo a riqueza, a genuinidade e a cor destes testemunhos”, defenderam as jovens.
O primeiro, de dez fascículos, já foi publicado. “Este primeiro trabalho foi dedicado às mulheres agricultoras, semeadoras do seu próprio destino, sempre com vontade de aprender mais”, contaram aquelas responsáveis, salientando que “a agricultura é o primeiro tema a integrar uma colecção de fascículos inteiramente dedicada aos caminhos de vida profissionais das mulheres do distrito de Braga”.
Entretanto, o fascículo ‘Ao encontro das artesãs’ já foi publicado. Mas há mais: jornalistas, médicas e enfermeiras, trabalhadoras do comércio/serviços e investigadoras também estão na lista.
A experiência de vida e a forma como são recebidas têm deixado as jovens “encantadas” com as mulheres do Minho.
Projecto conta com 10 fascículos até Agosto deste ano
“Apresentámos uma candidatura ao POPH, para financiamento de fundos sociais europeus, e vimos o nosso projecto aprovado, de Fevereiro de 2010 até Agosto deste ano”, salientaram Diana Conceição e Filipa Pereira, referindo que, ainda, contam com o apoio e contributo das câmaras municipais e de diversas associações que “servem de ponte às mulheres que fazem parte deste trabalho”.
Este projecto está a ser desenvolvido aproveitando ainda o trabalho realizado na área de estudos dos media no Centro de Estudos da Universidade do Minho.
Os fascículos, que são uma espécie de resumo do trabalho desenvolvido, são distribuídos pelas câmaras municipais, associações, juntas de freguesia e sindicatos. Além disso, existe uma plataforma on-line, onde estão a ser colocados os vídeos das entrevistas na íntegra e até curiosidades. “Queremos valorizar a participação das mulheres e este é um contributo, já que muitas vezes estão ‘escondidas’”.
Este trabalho é uma ‘continuação’ de uma obra realizada por Maria Lamas que, nos anos 40, correu o país à procura das mulheres, do modo de vida e dos sítios e raízes onde as mulheres estavam inseridas.
Por isso, este projecto “é uma tentativa de recuperar as profissões e conseguir, através da história, humanizar o outro lado, acabando por muitas pessoas se identificarem com as histórias de vida destas mulheres do Minho”. As jovens foram mais longe: “fazia todo o sentido que este trabalho se fizesse no distrito. Pretendendo-se, assim, reavivar e ultrapassar alguns estereótipos existentes sobre as mulheres minhotas, desde aquele que diz que as mulheres do Minho têm todas bigode, que têm a cara rosada ou, ainda, que todas sabem dançar o vira”.
Afirmar o valor das mulheres
Com mais de 40 anos de história, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) define-se como um movimento de opinião e intervenção pelas causas da igualdade, desenvolvimento e paz, pela emancipação das mulheres e por uma sociedade de justiça social.
O movimento, que tem delegação em Braga, afirma o valor da participação das mulheres, enquanto força social com papel próprio e insubstituível para uma nova e geral dinâmica política, social e cultural.
A delegação de Braga pretende dar visibilidade às mulheres do distrito, colmatando a sub-representação enquanto mulheres e cidadãs do distrito.
A ideia é potenciar uma plataforma alargada de reflexão capaz e amplificar a vários níveis a urgência da inclusão de uma perspectiva que valorize o papel das mulheres em todas as esferas da vida.
16-01-2012 - Correio do Minho
O projecto, da responsabilidade do núcleo de Braga do Movimento Democrático de Mulheres (MDM), foi financiado pelo Programa Operacional do Potencial Humano (POPH).
Diana Conceição e Filipa Pereira abraçaram este projecto de corpo e alma e têm trilhado aldeias do nosso distrito à procura de histórias de vida de mulheres, “vertendo a riqueza, a genuinidade e a cor destes testemunhos”, defenderam as jovens.
O primeiro, de dez fascículos, já foi publicado. “Este primeiro trabalho foi dedicado às mulheres agricultoras, semeadoras do seu próprio destino, sempre com vontade de aprender mais”, contaram aquelas responsáveis, salientando que “a agricultura é o primeiro tema a integrar uma colecção de fascículos inteiramente dedicada aos caminhos de vida profissionais das mulheres do distrito de Braga”.
Entretanto, o fascículo ‘Ao encontro das artesãs’ já foi publicado. Mas há mais: jornalistas, médicas e enfermeiras, trabalhadoras do comércio/serviços e investigadoras também estão na lista.
A experiência de vida e a forma como são recebidas têm deixado as jovens “encantadas” com as mulheres do Minho.
Projecto conta com 10 fascículos até Agosto deste ano
“Apresentámos uma candidatura ao POPH, para financiamento de fundos sociais europeus, e vimos o nosso projecto aprovado, de Fevereiro de 2010 até Agosto deste ano”, salientaram Diana Conceição e Filipa Pereira, referindo que, ainda, contam com o apoio e contributo das câmaras municipais e de diversas associações que “servem de ponte às mulheres que fazem parte deste trabalho”.
Este projecto está a ser desenvolvido aproveitando ainda o trabalho realizado na área de estudos dos media no Centro de Estudos da Universidade do Minho.
Os fascículos, que são uma espécie de resumo do trabalho desenvolvido, são distribuídos pelas câmaras municipais, associações, juntas de freguesia e sindicatos. Além disso, existe uma plataforma on-line, onde estão a ser colocados os vídeos das entrevistas na íntegra e até curiosidades. “Queremos valorizar a participação das mulheres e este é um contributo, já que muitas vezes estão ‘escondidas’”.
Este trabalho é uma ‘continuação’ de uma obra realizada por Maria Lamas que, nos anos 40, correu o país à procura das mulheres, do modo de vida e dos sítios e raízes onde as mulheres estavam inseridas.
Por isso, este projecto “é uma tentativa de recuperar as profissões e conseguir, através da história, humanizar o outro lado, acabando por muitas pessoas se identificarem com as histórias de vida destas mulheres do Minho”. As jovens foram mais longe: “fazia todo o sentido que este trabalho se fizesse no distrito. Pretendendo-se, assim, reavivar e ultrapassar alguns estereótipos existentes sobre as mulheres minhotas, desde aquele que diz que as mulheres do Minho têm todas bigode, que têm a cara rosada ou, ainda, que todas sabem dançar o vira”.
Afirmar o valor das mulheres
Com mais de 40 anos de história, o Movimento Democrático de Mulheres (MDM) define-se como um movimento de opinião e intervenção pelas causas da igualdade, desenvolvimento e paz, pela emancipação das mulheres e por uma sociedade de justiça social.
O movimento, que tem delegação em Braga, afirma o valor da participação das mulheres, enquanto força social com papel próprio e insubstituível para uma nova e geral dinâmica política, social e cultural.
A delegação de Braga pretende dar visibilidade às mulheres do distrito, colmatando a sub-representação enquanto mulheres e cidadãs do distrito.
A ideia é potenciar uma plataforma alargada de reflexão capaz e amplificar a vários níveis a urgência da inclusão de uma perspectiva que valorize o papel das mulheres em todas as esferas da vida.
16-01-2012 - Correio do Minho
Menção honrosa para a rádio Antena Minho
A reportagem ‘Esquizofrenia - a vida para além da doença’ da autoria da jornalista Sónia Sousa e com sonoplastia de Manuel Pinto, da rádio Antena Minho, foi distinguida com uma menção honrosa na 3.ª Edição do Prémio de Jornalismo na Área da Saúde Mental. O prémio foi entregue ontem de manhã, no salão nobre da Câmara Municipal de Matosinhos.


Sónia Sousa - Antena Minho
Com o objectivo de premiar trabalhos jornalísticos que contribuam para um maior conhecimento social das doenças mentais e diminuam o estigma associado, o 3.º Prémio de Jornalismo na Área da Saúde Mental é uma iniciativa anual da Fundação AstraZeneca, Casa da Imprensa e da Associação ENCONTRAR+SE.
A reportagem de Sónia Sousa foi emitida na rádio Antena Minho a 1 de Dezembro do ano passado e reproduzida no jornal ‘Correio do Minho’ no dia 4 de Dezembro, órgãos de comunicação que pertencem ao Grupo Arcada Nova, SA.
Sónia Sousa confessa que este prémio “tem um sabor especial” devido ao tema da reportagem, a esquizofrenia, e ao contributo que este trabalho jornalístico dá para desmistificar a doença.
“O estigma da doença mental ainda está muito enraizado nas pessoas em geral. Este foi o meu contributo para ajudar à sua desmistificação”, realçou a jornalista da rádio Antena Minho.
A doença é contada na primeira pessoa por Virgílio, que assim que tomou consciência de que tinha diagnóstico de esquizofrenia queria “apenas ter uma vida banal”.
A jornalista dedica o prémio precisamente ao protagonista da história, Virgílio, e também “a todas as rádios locais, que embora com menos meios acabam por conseguir mostrar o valor que os seus profissionais têm”.
“Estou muito feliz, porque é o reconhecimento do nosso trabalho”, sublinha Sónia Sousa.
RTP e TVI também foram distinguidas
Foi a jornalista da RTP, Isabel Pereira dos Santos que ganhou a 3.ª Edição do Prémio de Jornalismo na Área da Saúde Mental, com a reportagem ‘Mentes Inquietas’.
No trabalho vencedor, Isabel Pereira dos Santos retrata o estado da Saúde Mental em Portugal. Uma reportagem que retrata a história de famílias, em que pais de 80 anos têm de assegurar, de novo, a sobrevivência dos filhos com 40 ou 50, com perturbação psiquiátrica e sem autonomia.
Além da reportagem da Antena Minho, foi também atribuída outra menção honrosa ao trabalho ‘Às vezes sou eu’ da autoria de Ana Leal da TVI, que fala acerca das pessoas com Alzheimer. São cerca de 150 mil as pessoas com demência em Portugal, 90 mil das quais com Alzheimer. A maioria vive sem apoios do Estado.
A reportagem de Sónia Sousa foi emitida na rádio Antena Minho a 1 de Dezembro do ano passado e reproduzida no jornal ‘Correio do Minho’ no dia 4 de Dezembro, órgãos de comunicação que pertencem ao Grupo Arcada Nova, SA.
Sónia Sousa confessa que este prémio “tem um sabor especial” devido ao tema da reportagem, a esquizofrenia, e ao contributo que este trabalho jornalístico dá para desmistificar a doença.
“O estigma da doença mental ainda está muito enraizado nas pessoas em geral. Este foi o meu contributo para ajudar à sua desmistificação”, realçou a jornalista da rádio Antena Minho.
A doença é contada na primeira pessoa por Virgílio, que assim que tomou consciência de que tinha diagnóstico de esquizofrenia queria “apenas ter uma vida banal”.
A jornalista dedica o prémio precisamente ao protagonista da história, Virgílio, e também “a todas as rádios locais, que embora com menos meios acabam por conseguir mostrar o valor que os seus profissionais têm”.
“Estou muito feliz, porque é o reconhecimento do nosso trabalho”, sublinha Sónia Sousa.
RTP e TVI também foram distinguidas
Foi a jornalista da RTP, Isabel Pereira dos Santos que ganhou a 3.ª Edição do Prémio de Jornalismo na Área da Saúde Mental, com a reportagem ‘Mentes Inquietas’.
No trabalho vencedor, Isabel Pereira dos Santos retrata o estado da Saúde Mental em Portugal. Uma reportagem que retrata a história de famílias, em que pais de 80 anos têm de assegurar, de novo, a sobrevivência dos filhos com 40 ou 50, com perturbação psiquiátrica e sem autonomia.
Além da reportagem da Antena Minho, foi também atribuída outra menção honrosa ao trabalho ‘Às vezes sou eu’ da autoria de Ana Leal da TVI, que fala acerca das pessoas com Alzheimer. São cerca de 150 mil as pessoas com demência em Portugal, 90 mil das quais com Alzheimer. A maioria vive sem apoios do Estado.
11-10-2011 - Correio do Minho
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