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Misericórdia de Braga promove ação de sensibilização



Na tarde do dia 13 de Junho, o Lar Nossa Senhora da Misericórdia desenvolveu mais uma iniciativa no âmbito do Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações. Desta forma, realizou-se uma ação de sensibilização intitulada “A vida começa aos 65”. A sessão decorreu durante a tarde e contou com a participação de utentes das diversas respostas sociais para idosos que a Santa Casa da Misericórdia de Braga promove.

A sua dinamização foi conseguida pela aluna Raquel Cunha, que desenvolve o seu estágio na área de Psicologia Clínica e da Saúde, sob a orientação técnica da Diretora Isabel Lopes Rocha.
Esta prática pre tendeu dar a conhecer um conjunto de estratégias e técnicas que promovam o envelhecimento ativo. Desta forma, a par de definições e questões mais teóricas, foram discutidas estratégias para lidar com a solidão e as perdas, bem como formas de encontrar suporte social para um envelhecimento ativo.

De destacar o envolvimento efetivo dos utentes, que participaram com opiniões e partilhando a sua experiência de vida. O envolvimento e incentivo por parte da Diretora Técnica para a realização destas e de outras atividades é já habitual no grupo de estagiários de diversas áreas que a instituição acolhe, proporcionando mais-valias para ambas as partes.

15-06-2012 - Correio do Minho

Instituições recebem equipamento do antigo Hospital S. Marcos

Até à próxima segunda-feira, o Hospital de Braga e a Santa Casa da Misericórdia de Braga estão a entregar material, que não foi transferido para o novo hospital, a diversas instituições. Entretanto, as instalações “fantasma” do ‘velhinho’ S. Marcos continuam à espera de soluções para serem utilizadas.


“Houve material que ficou neste hospital e no âmbito da política de sustentabilidade da empresa estamos a entregar o material a quem precisa”, justificou José Luís de Carvalho, da comissão executiva do Hospital de Braga.

A Conferência S. Vicente de Paulo, a Associação para a Inclusão e Apoio ao Autista (AIA), a Junta de Freguesia de Palmeira, a Casa do Povo de Tadim, o Grupo de Acção Social Cristã, o Centro Cultural e Social de St.º Adrião, a Associação Cultural e Recreativa de Nogueiró, a Junta de Freguesia de Maximinos e o Voluntariado Hospital de Braga são algumas das instituições que estão a receber camas a rticuladas, cadeiras de rodas, cadeirões, mesas de cabeceira e de refeição.

“Muitas das instituições foram pró-activas outras foram sugestões da Misericórdia e funcionários do hospital. Estamos a corresponder a todas as necessidades pedidas”, assegurou aquele elemento da comissão executiva do Hospital de Braga.

A partir da próxima segunda-feira, o ‘velhinho’ S. Marcos fica “quase vazio” e ainda sem soluções à vista. “Há várias ideias em cima da mesa, mas ainda não temos nada. Estamos a fazer vários contactos e a ter diversas conversas, mas a situação actual também não está a ajudar”, lamentou o vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Vítor Corais.
O grupo de apoio criado para dar sugestões já reuniu. “Temos que encontrar uma solução o mais rápido possível”, frisou aquele responsável, admitindo o desejo de ser “viabilizado um projecto na área da saúde”.

16-12-2011 - Correio do Minho

Cantina Social já serve trinta pessoas por dia

De portas abertas desde o dia 5 de Setembro, a Cantina Social da Santa Casa da Misericórdia de Braga presta já apoio alimentar a mais de trinta pessoas por dia. A nova resposta social da instituição foi ontem formalmente inaugurada.
A funcionar na Rua Abade da Loureira, n.º 200, em Braga, a Cantina Social recebe os utentes entre as 12 e as 14 horas.



Segundo Bernardo Reis, provedor da Misericórdia de Braga, a criação desta resposta vai assegurar nove mil refeições anuais a famílias com graves carências económicas.
Neste período inicial, a Cantina Social da Misericórdia prevê apoiar cerca de 50 pessoas, oferecendo-lhe uma refeição completa diária à hora do almoço.
Em casos excepcionais, as refeições podem ser levantadas na Cantina Social e consumidas no domicílio.

Os utentes são pessoas sinalizadas e encaminhadas por outros parceiros: Rede Social da Câmara Municipal de Braga, a Cáritas, a Delegação de Braga da Cruz Vermelha Portuguesa e os grupos sócio-caritativos do concelho. Este apoio tem a duração máxima de seis meses, período após o qual serão reavaliados todos os casos.
De realçar que os beneficiários desta cantina não podem receber simultaneamente idêntica ajuda de outras instituições com o mesmo fim.

A Cantina Social está instalada num prédio propriedade da Santa Casa. A criação do equipamento obrigou a um investimento de 90 mil euros, custeado pela instituição.O funcionamento do projecto, ao longo dos próximos três anos, é garantido por dois mecenas: A Primavera Business Software Solutions e o Hospital de Braga — Grupo Mello Saúde.

Segundo Bernardo Reis, os mecenas aceitaram este desafio desde a primeira hora. “É uma parceria que surge da preocupação e do sentido de responsabilidade social que as entidades envolvidas nutrem pela comunidade envolvente, especialmente no que respeita à franja da população mais vulnerável em tempos de conjuntura económica difícil”.

Fazendo votos de que “no futuro outras empresas se associem a esta causa nobre, de forma a garantir uma vida mais digna a pessoas que passam por tantas carências”, Jorge Batista, vice-presidente da Primavera BSS sublinhou que não é possível ficar indiferente “à comunidade que nos rodeia”, razão pela qual esta Cantina Social mereceu o financiamento da empresa.

Na mesma linha, Rui Raposo, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Braga, realçou que “entre as principais prioridades” da unidade de saúde bracarense está a contribuição “para uma melhor qualidade de vida da população que serve”. Sendo assim, “é com base nesta preocupação” que o Hospital de Braga se associou “a este meritório projecto de apoio social, que estou certo que irá melhorar a saúde e o bem-estar da população mais carenciada do concelho”.

17-09-11 - Correio do Minho

‘São Marcos’ para a terceira idade

A Associação Comercial de Braga (ACB) defende a reutilização das instalações devolutas do Hospital de S. Marcos como um grande lar de terceira idade. O presidente da ACB, Domingos Barbosa, propôs, na primeira reunião da Comissão Estratégica do Hospital de S. Marcos, a constituição de uma cooperativa de interesses comuns entre as instituições de solidariedade social da cidade para a gestão das listas de espera dos lares de terceira idade, recorrendo aos espaços ocupados até Maio último pelo Hospital como resposta a esse “problema social”.


Na opinião da direcção da ACB, esta proposta é de rápida concretização e não requer grande investimento financeiro.

O director-geral da ACB, Abílio Vilaça, adiantou ao Correio do Minho que todas os lares de terceira idade da cidade de Braga estão com “dificuldades enormíssimas” em resolver o problema das listas de espera, pelo que, se todas essas instituições formarem uma cooperativa de interesses comuns ou outra entidade autónoma - integrando a própria Misericórdia de Braga - para partilha de serviços, resolvia-se um problema social concreto através da criação de cerca de duas mil camas nas antigas instalações hospitalares.


Comissão Estratégica procura soluções

Confrontada com a transferência do Hospital de Braga para as novas instalações na zona das Sete Fontes, a Santa Casa da Misericórdia de Braga viu-se a braços com o desafio de encontrar novas valên
cias para um conjunto edificado superior a 100 m2 no centro da cidade de Braga.
Perdida a possibilidade de avançar com uma parceria com um grupo empresarial português para a reutilização das instalações hospitalares, por falta de resposta a tempo da Administração Regional de Saúde do Norte quanto à data concreta de denúncia do contrato de arrendamento para o Hospital, a Misericórdia constituiu uma Comissão Estratégica para estudar hipóteses de reutilização do ‘S.Marcos’. Integram a Comissão o presidente da Câmara; o presidente da União das Misericórdias; o ex-reitor da UM, Machado dos Santos; os ex-administradores do S.Marcos, Carlos Valério e Lino Mesquita Machado; os presidentes da AIMinho e da ACB; e os dirigentes da Misericórdia, Bernardo Reis e Gastão Sequeira.


É nesse quadro que surge a proposta de cooperativa para a gestão de listas de espera de lares de terceira idade sugerida pela ACB, “um modelo que po-de ser estudado e aprofundado”, como salienta Abílio Vilaça.

Este responsável da ACB entende que a ideia é “exequível e que pode dar um extraordinário resultado para a ocupação daquele espaço com resultados económicos para a Misericórdia”. Com o fim do arrendamento das instalações, a Misericórdia de Braga perdeu uma renda mensal de 25 mil euros, para além de ter sido obrigada a assumir encargos acrescidos com a segurança dos edifícios, para os quais se procuram agora novas utilizações.

28-07 -11 - Correio do Minho

ACB reafirma que cidade perdeu 10 mil pessoas com fim do Hospital

O director-geral da Associação Comercial de Braga (ACB) lamentou ontem que as autoridades nacionais não tenham feito nada para atenuar a “agressão” que constituiu para o comércio a saída do Hospital do centro da cidade. Abílio Vilaça aproveitou a sessão de abertura do projecto ‘Competir com Igualdade’ para alertar sobre as consequências negativas no tecido comercial, resultantes da transferência do Hospital para a zona das Sete Fontes, reafirmando que, com isso, o centro da cidade perdeu um fluxo diário de mais de 10 mil pessoas.


O responsável da ACB adiantou ao Correio do Minho que aquele número foi calculado com base nos últimos relatórios de actividade do Hospital, nomeadamente no que diz respeito ao movimento de consultas externas, urgências e internamentos.

‘Guerra’ de números

A insistência no número de 10 mil pessoas directa ou indirectamente associadas à actividade do ex-Hospital de S. Marcos ganha relevância depois de o presidente da Câmara, Mesquita Machado, e o provedor da Santa Casa da Misericórdia de Braga, Bernardo Reis terem considerado os cálculos da ACB exagerados. O autarca e o provedor estimaram em cinco mil o movimento de pessoas que seria induzido pelo funcionamento da unidade hospitalar.

Sejam cinco mil ou dez mil, o secretário-geral da ACB entende que “o centro da cidade de Braga não se pode dar ao luxo de perder tanta gente”. Abílio Vilaça considera útil “uma reflexão aberta sobre esta temática, que ajude a perceber a importância do novo Hospital, mas também o prejuízo causado com o fim do S.Marcos e o que não foi feito para diminuir esse problema”.

27-07-11 - Correio do Minho