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Celeirós unida ao padroeiro



A freguesia de Celeirós vive, no próximo fim de semana, a festa do padroeiro S.Lourenço. O programa religioso das festividades, entre sexta-feira e domingo, é o de sempre, com destaque para a procissão nocturna no sábado. O arraial popular, esse é assegurado, quase em exclusivo, pela actuação de artistas da terra. Pároco de Celeirós há mais de 20 anos, o padre Fernando Apolinário destaca as festividades do padroeiro como elemento de união desta comunidade.


O programa profano das festividades em honra de S.Lourenço foi reduzido este ano de quatro para três dias.

Carlos Alberto Silva, da comissão de festas, justifica que os tempos actuais exigem rigor na organização deste tipo de eventos, pelo que se continua a apostar na “prata da casa” e a conter os gastos, nome adamente em fogo de artifício.

Final de mandato

A actual comissão de festas está a terminar um mandato de três anos, iniciado com a intenção de repôr o programa profano das festividades em honra de S. Lourenço, que esteve suspenso na primeira década deste século. Os elementos da comissão organizadora dos festejos populares de Celeirós apelam nesta altura ao bairrismo e voluntariado de outros conterrâneos que dêem continuidade ao trabalho realizado nos últimos três anos.

Apesar da crise económica se reflectir no apoio monetário das empresas da freguesia, a comissão de festas e os responsáveis da paróquia não poupam nos elogios à generosidade e bairrismo da generalidade da população da terra, o principal suporte para manter de pé a celebração do padroeiro.

09-08-2012 - Correio do Minho


Celeirós: Iguarias e animação para todos



Petiscos para todos os gostos e muita animação à mistura foram os ingredientes que levaram, nos últimos cinco dias, muitas pessoas ao pavilhão da EB2,3 de Celeirós. O terceiro Festival de Gastronomia de Celeirós, organizado pela junta de freguesia local, acabou por ser um “chamariz” para muitos e um “bom negócio” para alguns.

Entre os expositores presentes, o ‘Correio do Minho’ falou com as irmãs Isabel e Paula Silva, que participaram pela primeira vez nesta iniciativa. “Correu razoavelmente, passou por cá muita gente, mas a crise leva as pessoas a não gastarem tanto”, confidenciaram as irmãs. Mesmo assim não faltaram os apreciadores das francesinhas, que são a especialidade da casa, as iscas de bacalhau, os bolinhos de bacalhau e o pão caseiro. “As pessoas gostas sempre de um bom petisco”, atiraram.

Num outro stand estava o famoso pão com chouriço. Dois amigos da terra decidiram participar no certame com a iguaria e “correu muito bem”. A trabal har em áreas completamente diferentes, David Viegas e André Marques arregaçaram as mangas e trabalho não faltou desde quarta-feira até ontem. “Tivemos muito trabalho e foram todos os dias sempre pela noite dentro”, confessaram os jovens, admitindo a possibilidade de no futuro se dedicarem ao negócio. “No próximo festival cá estaremos. Dá muito trabalho, mas quem corre por gosto não cansa”, confidenciaram aqueles moradores de Celeirós, assegurando que “valeu a pena participar nesta aventura”.

O facto de serem da terra ajudou na venda do pão com chouriço quase sempre acompanhado por uma cerveja. Quanto ao sucesso do pão com chouriço, dada a inexperiência no ramo, os jovens apenas revelaram que “o segredo está na massa”.

A animação também não faltou nos últimos cinco dias com as actuações do grupo ‘Estúrdia de Celeirós’, Grupo Folclórico Semear Alegria, ‘Verde Canto’, do grupo de dança da EB2,3 de Celeirós, Versailles, trio Boémios e de Jorge Loureiro.

11-06-2012 - Correio do Minho

Fradelos, Celeirós e Crespos: Festas perduram com “muito trabalho”

As festas continuaram este fim-de-semana, aproveitando a presença de muitos emigrantes, nas freguesias de Fradelos, Celeirós e Crespos.
Em Fradelos celebrou-se a festa em honra de S. Martinho e da padroeira Senhora do Rosário. Recuperada em 2009 por um grupo de mulheres, a festa ‘aguentou-se’ este ano pelas mãos de seis voluntários.


Ontem à tarde, os andores, decorados com flores naturais, estavam expostos no adro da igreja, prontos para a procissão, que se seguiu ao sermão. O andor de Nossa Senhora do Rosário, de S. Martinho, de Santo António, de S. Bento, do Sagrado Coração de Jesus, da Senhora de Fátima, do Menino Jesus, da Senhora do Sameiro, de S. José, do Senhor dos Malviados e da Senhora de Lourdes foram acompanhados por dezenas de figurados.

“A comissão que foi eleita ano passado acabou por desistir e para não deixarmos acabar a festa decidimos trabalhar”, contaram os elementos da comissão. Artur Quinteiro, José Cruz, Ricardo Fonseca, João Braga, Vicente Faria e Américo Cruz arregaçaram as mangas e “sem entrar em loucuras fez-se uma festa do agrado de todos e com pouco dinheiro”.

Depois de, na semana passada, ter celebrado o padroeiro da freguesia, S. Lourenço, a freguesia de Celeirós voltou a estar em festa este fim-de-semana.

No terceiro domingo de Agosto a freguesia comemora sempre o Senhor da Paciência, no Lugar do Covêlo. Manuel Lopes Ferreira é um dos responsáveis pela organização da festa e, ontem à tarde, admitiu ao ‘Correio do Minho’ que “não é fácil fazer a festa, porque é preciso muito dinheiro e dá muito trabalho”. Mas a festa continua sempre “conforme o dinheiro que há”.
Ontem, no final do sermão, seguiu a procissão com os andores do Senhor da Paciência, de S. Bento, da Senhora de Fátima, de S. Judas Tadeu, de Santa Teresinha do Menino Jesus e de São Brás.

Festa de cariz mais religioso

Já o padre da freguesia, Fernando Apolinário, lembrou a origem da veneração do santo. “A cruz apareceu aqui e as pessoas começaram a venerar. Esta festa é muito simples, mas muito sentida”, evidenciou o pároco. A festa de cariz mais religioso tem como pontos altos a missa campal, que se realizou ontem de manhã, a procissão, que aconteceu ontem à tarde, e a missa das promessas à capela do Senhor da Paciência que acontece hoje, a partir das 21.30 horas. “Claro que há música e fogo, mas o profano aqui é secundário, as pessoas veneram a imagem que para elas tem um valor incalculável.

Na freguesia de Crespos também houve festa este fim-de-semana, com a comemoração do dia da padroeira, Santa Eulália,
Na procissão, seguiram os andores, todos decorados com flores naturais, da Senhora de Fátima, do Senhor dos Passos, da Senhora das Angústias, da Senhora do Rosário, do Coração de Maria, do Menino Jesus, de Santa Ana, da Cruz de Cristo, de S. José, de S. Lourenço, de Santa Rita, de Santa Lúzia e da padroeira Santa Eulália.

Aurora Machado e Conceição Guerra fazem parte de uma das três equipas que trabalham durante o ano para as obras do Centro Social e Paroquial de Crespos e que, por estes dias, se dedicam à festa. “Consegue-se verbas para fazer esta festa com o bar, o peditório e os dois convívios da vaca, que juntam sempre mais de 200 pessoas”, contaram.

22-08-11 - Correio do Minho